O que se sabe sobre as pesquisas eleitorais falsas divulgadas por empresa misteriosa nos EUA
Eleitores americanos votam em um centro de votação montado em Los Angeles, nos EUA, em 2 de junho de 2026 Jae C.
Hong/AP Photo Em meio a uma acirrada disputa pela reeleição, a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, declarou nas redes sociais na semana passada que uma nova pesquisa era a prova de que sua campanha estava "ganhando força". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Poucos dias depois, a verdade veio à tona: a pesquisa era falsa.
Os resultados da Califórnia estavam entre pelo menos três "pesquisas" realizadas em três estados diferentes e divulgadas on-line neste mês pela Median Strategies, uma organização até então desconhecida que admitiu ao jornal "Los Angeles Times" na segunda-feira (17) que os supostos resultados eram falsos.
A empresa escreveu, antes de fechar seu site esta semana, que a pesquisa "foi criada como um experimento social de curto prazo para examinar como supostas informações de pesquisas poderiam entrar e se espalhar pelo ecossistema de informações políticas sem verificação independente".
A publicação não ofereceu nenhuma explicação sobre quem estava por trás do "experimento" ou qual era o seu propósito.
Agora no g1 A trajetória da pesquisa da Califórnia serviu como um alerta sobre os perigos de confiar em pesquisas não verificadas.
Embora ainda existam pesquisas independentes de alta qualidade, elas aparecem em meio a uma série de outras pesquisas produzidas por grupos externos ou campanhas, ou que utilizam metodologias não divulgadas ou questionáveis.
Veja, a seguir, o que se sabe sobre o caso: As pesquisas falsas da Median Strategies alegavam avaliar o apoio nas primárias democratas para governador em Wisconsin, na corrida para o governo em Nevada e na corrida para a prefeitura em Los Angeles.
A pesquisa de Los Angeles, que supostamente mostrava Bass liderando a corrida por cerca de 12 pontos percentuais, foi compartilhada pela campanha da prefeita nas redes sociais e noticiada pelo jornal "California Post" antes de ser revelada como falsa.
A campanha de Bass apagou a publicação nas redes sociais que promovia a pesquisa, mas se defendeu dizendo que ela “foi noticiada por diversos veículos de imprensa”.
“Qualquer tentativa de má-fé de influenciar eleições deve ser investigada e processada com todo o rigor da lei”, disse o porta-voz da campanha de Bass, Alex Stack.
Os “resultados” da Median foram compartilhados por contas que agregam pesquisas eleitorais nas redes sociais.
No entanto, eles não foram incluídos nos bancos de dados dos principais agregadores independentes, incluindo o jornal "The New York Times" e os sites especializados Real Clear Politics ou FiftyPlusOne.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.