Ambev impulsiona vendas de cervejas premium no Brasil, mas lucro cai 10% no 3° trimestre
São Paulo A Ambev fechou o terceiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de R$ 4,4 bilhões, queda de 10% em relação aos R$ 4,9 bilhões do mesmo período de 2025. Segundo a companhia, a diferença se deve à ausência de efeitos tributários não recorrentes que inflaram o resultado do ano passado, entre eles os ligados à venda da operação em Barbados.
A receita líquida orgânica, que desconsidera variações cambiais e mudanças no perímetro da empresa, como compras e vendas de operações, cresceu 7,6% sobre o terceiro trimestre de 2025. O Ebitda ajustado (indicador de geração de caixa operacional, que exclui juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 8,9% e a margem melhorou 0,4 ponto percentual.
Segundo a companhia, os números consolidam operações da cervejaria em dez países do continente americano, entre eles Brasil, Argentina , Canadá e Chile .
No acumulado de nove meses, a receita líquida subiu 7,3%, o Ebitda ajustado avançou 9,3% e o lucro ajustado por ação saltou 12,3%.
"Encerramos os primeiros nove meses do ano com crescimento de 7,3% da receita líquida, acima da inflação [...] e fizemos isso continuando a investir no crescimento, com investimento em marketing crescendo organicamente dois dígitos no trimestre e no acumulado do ano", disse em nota Guilherme Fleury, diretor financeiro da Ambev.
No Brasil, o principal motor da companhia foi o segmento premium, cujo volume cresceu 19% no trimestre. O avanço mais forte veio de rótulos voltados ao consumidor preocupado com saúde. A linha que a empresa chama de "wellness" —cervejas sem glúten, com menos calorias, com teor alcoólico baixo ou zero— cresceu 157% em volume.
A cerveja Michelob Ultra, de baixa caloria e patrocinadora oficial da Copa do Mundo de 2026, teve alta de 478%, e a Stella Pure Gold, sem glúten, disparou 195%. As cervejas sem álcool, contadas separadamente, cresceram 43%.
A companhia afirma que vem investindo em um portfólio de marcas com propostas para perfis diferentes de consumidores e ocasiões. É o caso da Corona, associada à vida ao ar livre, Spaten, à tradição cervejeira alemã, Original, à cultura de bar, e Stella Artois, à gastronomia.
Dados da Nielsen citados pela Ambev indicam que o mercado brasileiro de cerveja cresceu cerca de 4% no terceiro trimestre na comparação anual. No combinado do segundo e do terceiro trimestres, os volumes de cerveja comercializados no Brasil chegaram a 1,3% de alta.
Nas plataformas digitais, o volume bruto de vendas (GMV, na sigla em inglês) do aplicativo de entrega de bebidas Zé Delivery —que a empresa chama de "janela para o futuro da Ambev"— cresceu 16%. Já o do BEES, plataforma de vendas para bares e mercados, subiu 83%.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.