O mapa dos negócios está sendo redesenhado
A globalização aproximou mercados, mas não eliminou a influência da geografia. A reorganização da economia mostra que onde uma empresa está pesa nas decisões de investimento, produção e expansão.
A geografia pareceu perder espaço para a tecnologia. À medida que a economia se tornava mais integrada, a ideia era que a localização perderia importância.
De fato, a expansão da internet aproximou mercados, a logística internacional reduziu prazos e novos acordos comerciais ampliaram o fluxo de mercadorias entre países.
Produzir em uma região, vender em outra e administrar operações a milhares de quilômetros de distância tornou-se uma realidade para empresas de diferentes portes. Essas estratégias moldaram as decisões de investimento em praticamente todo o mundo.
Muitas empresas passaram a organizar suas cadeias de produção buscando eficiência máxima. Produzir onde era mais barato fazia sentido. Manter fornecedores espalhados por diferentes continentes parecia um caminho natural. Custos menores compensavam distâncias maiores.
No entanto, a economia passou a incorporar novos critérios nessas decisões.
Pandemia, interrupções nas cadeias globais de suprimentos, conflitos internacionais, novas políticas industriais e o aumento das disputas comerciais entre grandes economias devolveram ao mapa um protagonismo que poucos imaginavam voltar a ver.
Há uma interpretação simplista de que a economia mundial estaria vivendo um processo de “desglobalização”. Os números não sustentam essa conclusão.
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