Flávio Bolsonaro: Polícia Federal investiga suposta sociedade oculta em casa de apostas
A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito para investigar se o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro atua como sócio oculto da empresa de apostas BestBet, licenciada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. A informação foi publicada pela revista Piauí nesta quarta-feira (21).
O principal alvo da apuração sobre suposta lavagem de dinheiro é o advogado Willer Tomaz, amigo do senador do Partido Liberal e sócio ostensivo da plataforma de jogos. O jurista e seus familiares detêm o controle acionário da companhia portuguesa Cathedral Holdings, única proprietária da empresa Rede Loto, responsável por operar a casa de apostas.
Procurada por correio eletrônico na manhã desta quarta-feira, a campanha presidencial da legenda não respondeu aos questionamentos. Em manifestação prévia à reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre o financiamento de voos pela holding, a equipe do parlamentar afirmou que a relação é exclusivamente de amizade.
"Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos", declarou a assessoria da candidatura do congressista.
Em nota oficial, o empresário negou qualquer ilegalidade e sustentou que a publicação reúne ilações e distorce documentos.
"A Piauí já responde judicialmente pela divulgação de informações falsas", afirmou o profissional do direito.
Investigações do inquérito, reveladas pelo portal UOL e confirmadas pelo jornal Folha de S.Paulo, indicam que o postulante ao Palácio do Planalto manteve uma conta conjunta com o jurista por meio da empresa Alcazar Holdings. A apuração jornalística apontou indícios de que a holding de apostas financiou a sociedade vinculada ao político.
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