Data centers em expansão são indústria bilionária e sedenta por energia e água
Os estudos mais recentes apontam que a demanda global por eletricidade deve crescer robustos 3,6% em 2026, isso após um avanço também intenso de 3% em 2025 – e com projeções de a trajetória continuar ascendente em 2027.
Entre os fatores, estão o choque de energia causado pela guerra, desafios climáticos e a expansão industrial ligada à eletrificação da frota de veículos.
Mas há outra explicação que pode causar vários problemas de abastecimento nas décadas à frente: o crescimento dos data centers por conta do avanço da inteligência artificial.
Dados da Agência Internacional de Energia mostram que que os Estados Unidos espelham muito bem essa realidade.
A demanda por eletricidade nos EUA deve subir 1,8% em 2026 e acelerar para 3% em 2027, isso após dois anos consecutivos registrando máximas históricas.
E os data centers devem continuar como o principal motor do crescimento da demanda por eletricidade no país, conforme o relatório Electricity 2026.
Os mais recentes cálculos mostram que o número de data centers no mundo cresceu de 500 mil, em 2021, para cerca de 8 milhões hoje.
E o consumo de eletricidade quase dobrou entre 2022 e 2026 (de 460 terawatt-hora para aproximadamente 1.050 TWh).
Leia também : Brasil vira paraíso dos data centers; veja quais ações lucram Muito desse consumo tem sido apoiado pelos altos investimentos exigidos para a expansão desses centros de processamento de dados ligados ao avanço da inteligência artificial.
Um minidocumentário da IEA divulgado há poucos dias fez a seguinte comparação: em 2025, algumas das maiores empresas de tecnologia investiram mais de US$ 400 bilhões em infraestrutura física, sendo a maior parte disso para data centers –e elas estão no caminho para gastar 75% a mais este ano, US$ 700 bilhões.
Isso é muto mais do que os US$ 300 bilhões que o programa espacial Apollo, da Nasa, e que levou o homem à Lua, consumiu em mais de 10 anos.
A explicação para esses aportes em números quase absurdos é queIA é frequentemente tratada como uma história de software, mas a tecnologia exige uma construção enorme de infraestrutura física.
E isso se concentra não só na instalação dos data centers que treinam e executam modelos de IA, mas também nas usinas e redes elétricas necessárias para fazê-los funcionar.
E esse nível de gasto de capital tem implicações importantes para a forma como os sistemas de energia do mundo geram e distribuem eletricidade, onde ela é consumida e, claro, quem paga por ela.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.