Saúde em transformação desafia o setor na busca de soluções cooperativas
A saúde atravessa um momento de inflexão.
Desafios estruturais, como o envelhecimento populacional, os tratamentos de alto custo e os efeitos das mudanças climáticas se somam a dificuldades já conhecidas do sistema, como a sustentabilidade, a fragmentação de dados e a falta de acesso a um cuidado de qualidade.
Ao mesmo tempo, tecnologias disruptivas de inteligência artificial, big data e realidade aumentada avançam rapidamente no setor.
Neste contexto, a construção da saúde do futuro exigirá um equilíbrio entre adotar novas soluções e preparar o atual sistema para o novo cenário.
Essas foram algumas das reflexões que marcaram a 55ª Convenção Nacional Unimed, realizada entre 6 e 9 de outubro, em Porto Alegre, RS.
O evento reuniu mais de 1,6 mil participantes e especialistas de diferentes áreas de atuação, como Alysson Muotri, neurocientista, professor e pesquisador brasileiro, Carlos Nobre, cientista climático e PhD em Meteorologia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Eugênio Mussak, médico e professor honorário no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), o médico futurista Rafael Grossmann, dentre outros.
“A inteligência artificial é a fronteira definitiva da medicina moderna”, analisa Paulo Roberto Fernandes Faria, vice-presidente da Unimed do Brasil, representante institucional do Sistema Unimed.
“Estamos presenciando a reedição dos limites da prática clínica e da gestão em saúde.
A tecnologia deixou de ser suporte para se tornar o catalisador que redefine a relação médico-paciente, a gestão da saúde e o futuro das nossas instituições.” Desde a chegada da nova era da IA, liderada pelos modelos generativos e multimodais, por agentes de IA e pela robótica inteligente, a forma como o cuidado é planejado, prestado e governado tem passado por transformações profundas, destaca a própria Organização Mundial da Saúde (OMS).
Cada etapa do cuidado tem sido diretamente impactada por essa revolução tecnológica, da prevenção ao desenvolvimento e acesso a novos medicamentos.
Estudos sobre a adoção de algumas delas, como na transcrição de consultas e apoio à decisão clínica já demonstram ganhos reais.
Contudo, a IA deve ser um meio de ampliar e não substituir as capacidades humanas, defende Rafael Grossmann, médico futurista e o primeiro a utilizar o Google Glass, óculos de realidade aumentada, durante uma cirurgia ao vivo.
De origem venezuelana e carreira construída nos Estados Unidos, Grossmann destacou que a atuação na zona rural no seu país de origem o fez encarar a tecnologia a partir de uma perspectiva de potencial de ampliação do acesso ao cuidado.
“Foi lá que descobri a importância da comunicação, de poder acessar dados para oferecer o melhor cuidado ao paciente”, compartilha Grossmann.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.