Justiça manda soltar inspetor acusado de estuprar alunos de 5 anos em escola no litoral de SP
Caso ocorreu em uma escola municipal de Itanhaém.
Imagem ilustrativa Divulgação/Prefeitura de Itanhaém Marcelo Pinheiro da Silva, o inspetor de alunos investigado por estuprar e ameaçar crianças de cinco anos em uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo, deixou a prisão após duas semanas de reclusão.
Ele deverá cumprir medidas cautelares.
O homem foi alvo de denúncias à Polícia Civil após as mães de dois alunos suspeitarem que os filhos foram abusados sexualmente em uma sala.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a prisão preventiva do suspeito à Justiça e a ordem foi cumprida pela Polícia Militar (PM) no dia 6 de agosto.
O caso corre sob segredo de Justiça. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.
A defesa do funcionário, representada pelo advogado Rui Franco, solicitou revogação da prisão, que foi acolhida pela Justiça nesta quarta-feira (19), após manifestação favorável do próprio MP-SP.
Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças O órgão público reavaliou o caso levando em consideração as gravações das câmeras de segurança da unidade escolar, que não identificaram isolamento do suspeito com as supostas vítimas.
Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) também não apontaram vestígio suficiente a fim de comprovar a conjunção carnal ou atos libidinosos.
A revogação da prisão, porém, não encerra as investigações contra Marcelo, que deverá cumprir medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, afastamento da função pública e restrição de aproximação da escola e das supostas vítimas.
Ao g1, o advogado Rui Franco informou que Marcelo foi solto do Centro Detenção Provisória (CDP) Pinheiros I nesta quinta-feira (20).
De acordo com ele, a defesa crê na inocência do homem, que deverá ficar comprovada no decorrer das investigações.
Denúncias Segundo o boletim de ocorrência, os supostos abusos aconteceram em 20 de julho, dentro de uma sala na escola municipal Professor Walter Arduini, no bairro Balneário Gaivota.
O caso veio à tona após a mãe de um menino de cinco anos perceber mudanças no comportamento do filho, que passou a evitar contato físico, apresentar dores e lesões na região dos glúteos.
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