Petrobras terá que reajustar diesel? Por que tema segue no radar mesmo com subsídios
Poucos dias antes da eleição, o Goldman Sachs destacou em relatório que a Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ) poderia ter que reajustar o preço do diesel em até 50% depois do pleito, em meio à forte disparidade em relação aos preços internacionais.
Algumas medidas foram tomadas depois da eleição que diminuíram a urgência de um reajuste, mas analistas seguem com esse tema no radar, principalmente com a continuidade da alta do petróleo com a persistente tensão no Oriente Médio.
Na terça-feira, o governo brasileiro decidiu prorrogar por mais 30 dias os subsídios ao combustível e, desta forma, o Goldman Sachs apontou que a estatal deve manter os preços do diesel vendido a distribuidoras até o fim do ano.
Isso porque a renovação do incentivo de R$ 2,12 por litro para produtores e importadores de diesel, somada a um subsídio adicional de R$ 1,40 por litro ainda disponível para importações até 6 de novembro, reduz a necessidade de a petroleira elevar preços para acompanhar a alta das cotações internacionais.
Os analistas estimam que o preço realizado do diesel pela Petrobras está atualmente em R$ 5,43 por litro, cerca de 25% abaixo da paridade internacional de importação, calculada em aproximadamente R$ 7,30 por litro.
Na mesma linha, o Itaú BBA avalia que a Petrobras pode ter de adiar a recomposição dos preços dos combustíveis para 2027.
Os analistas do banco também ressaltaram que a forte alta do petróleo no mercado internacional combinada à recente desvalorização do real voltou a ampliar a distância entre os preços praticados pela estatal e as referências globais, o que tornou cada vez mais difícil para a estatal cumprir ainda em 2026 a meta prevista em sua política comercial, segundo análise do Itaú BBA.
Os analistas calculam que o preço do diesel vendido pela companhia está atualmente cerca de 20% abaixo da paridade internacional, enquanto a gasolina apresenta defasagem próxima de 10%.
O movimento ocorreu após uma alta de 6% do Brent e uma desvalorização de aproximadamente 6% do real na comparação semanal.
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No entanto, na avaliação do banco, cumprir esse objetivo até dezembro se tornou um desafio considerável caso as atuais condições de mercado sejam mantidas.
Segundo as estimativas do Itaú BBA, seriam necessários reajustes de aproximadamente 18% na gasolina e de cerca de 60% no diesel – ainda maiores que as projeções do Goldman – para eliminar integralmente a defasagem acumulada ao longo de 2026.
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