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Por que o ronronar dos gatos chama atenção da ciência?

Olhar Digital ·
Por que o ronronar dos gatos chama atenção da ciência?

O ronronar dos gatos está associado ao conforto, mas pode ter outras funções.

Um trabalho apresentado em 2001 registrou ronronados de 44 felídeos e encontrou fortes componentes de frequência entre 25 e 150 hertz (Hz), unidade usada para medir quantas oscilações ocorrem por segundo.

A faixa chamou atenção porque algumas dessas frequências também aparecem em estudos experimentais com vibração mecânica e tecido ósseo.

Isso deu origem a uma hipótese curiosa na bioacústica, área que estuda os sons produzidos pelos seres vivos: o ronronar poderia ter alguma função física no organismo do próprio gato.

Mas há uma diferença importante entre hipótese e comprovação.

Até hoje, os estudos citados não demonstram que o ronronar trate fraturas ou acelere a recuperação de tecidos.

Em 2023, pesquisadores mostraram que laringes de oito gatos podiam produzir oscilações na faixa do ronronar sem entrada nervosa.

Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) O que a frequência tem a ver com os ossos O trabalho de Elizabeth von Muggenthaler, apresentado em 2001, registrou 44 felídeos, incluindo gatos domésticos, guepardos, jaguatiricas, pumas e servais.

Todos os animais avaliados produziram fortes frequências entre 25 e 150 Hz .

A hipótese surgiu porque algumas frequências encontradas no ronronar também aparecem em pesquisas sobre vibrações mecânicas aplicadas a tecidos.

Um experimento publicado na Nature em 2001, por pesquisadores da State University of New York at Stony Brook e da Colorado State University, aplicou vibração de baixa magnitude e alta frequência às patas traseiras de ovelhas adultas durante um ano.

O estímulo era de 30 Hz e aumentou em 34,2% a densidade do osso trabecular no fêmur proximal em comparação com os animais de controle.

Em outro estudo com 76 coelhos fraturados, pesquisadores testaram cinco frequências de vibração e constataram que as de 25 e 50 Hz foram as mais eficazes.

Esses resultados mostram que determinadas vibrações podem influenciar o tecido ósseo em modelos animais.

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