Milei culpa legalização do aborto por baixa natalidade na Argentina
O presidente da Argentina, Javier Milei, culpou nesta quinta-feira (20/8) a legalização do aborto no país pela queda da natalidade .
“Estamos pagando um preço muito alto”, declarou durante discurso no Conselho das Américas.
Segundo ele, a Argentina não está atingindo um crescimento populacional e uma taxa de natalidade que permitam a reposição da população.
“Portanto, essa paixão por matar crianças no útero também está nos custando caro em termos de crescimento, e nem vou mencionar o impacto no sistema previdenciário”, afirmou.
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A legislação permite o aborto até 14 semanas de gestação a qualquer mulher ou pessoa gestante de forma voluntária e gratuita no sistema público de saúde.
Após as 14 semanas, o procedimento só é permitido em casos de estupro ou quando há risco à vida ou à saúde da gestante.
A queda da natalidade, contudo, já vem ocorrendo bem antes da atualização da lei.
Desde 2014, a taxa vem caindo, segundo dados do Ministério da Saúde .
A queda também acompanha uma tendência mundial.
Hoje, as argentinas têm a média de 1,4 filho.
A taxa média de fecundidade global está em 2,2 filhos por mulher.
Na década de 1960, o número era de 5,3 filhos.
No ano passado, o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) alertou para uma crise global de fertilidade causada por pressões socioeconômicas, a persistente desigualdade de gênero e a crescente incerteza quanto ao futuro.
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