Lobista investigado no escândalo do INSS disputa vaga de suplente ao Senado
Investigado pela Polícia Federal no escândalo dos descontos indevidos do INSS, o lobista e empresário Danilo Trento foi escolhido pela deputada estadual e candidata ao Senado Federal Janaina Riva (MDB-MT) para ocupar a primeira suplência de sua chapa.
A escolha foi oficializada na tarde do sábado (12/9), em uma nova alteração na composição da candidatura.
Com a mudança, Trento passa a ser o primeiro suplente de Janaina, enquanto o empresário Rafael Yamada Torres assume a segunda suplência.
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1 de 3 Trento negou ter relacionamento com Barros Pedro França/Agência Senado 2 de 3 O depoente auxiliou na intermediação da venda da vacina indiana Covaxin Pedro França/Agência Senado 3 de 3 A CPI encerra a semana com depoimento de Danilo Trento Pedro França/Agência Senado A nova formação foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após as saídas de Aluízio Lima (PRD) e Ibrahim Zaher (MDB).
Esta é a terceira alteração promovida na chapa de Janaina durante a campanha.
A escolha coloca ao lado de Janaina um nome que já esteve no centro de investigações de grande repercussão nacional.
Trento é investigado pela Polícia Federal no caso dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O empresário foi citado nas apurações que investigam um esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários.
Segundo as investigações, Trento teria mantido relação com o então procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio de Oliveira Filho, que também é alvo das apurações.
Trento já foi investigado na CPI da Covid O histórico do novo suplente de Janaina Riva não se limita ao caso do INSS.
Em 2021, Danilo Trento foi convocado a depor na CPI da Covid, no Senado, quando era diretor da Precisa Medicamentos, empresa que intermediou as negociações para a compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde.
Durante o depoimento, Trento recorreu a um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal e permaneceu em silêncio em diversos questionamentos feitos pelos senadores.
A postura provocou reação dos integrantes da comissão, que chegaram a discutir a possibilidade de sua prisão e aprovaram a quebra de seus sigilos fiscal e bancário.
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