Promotoria de SP denuncia PMs seguranças da Transwolff e pede prisão de tenente-coronel
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O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro policiais militares sob a acusação de integrarem uma organização criminosa que fazia a segurança privada de dirigentes da Transwolff, de seus familiares e das garagens da empresa de ônibus investigada por suposta lavagem de dinheiro do PCC .
A denúncia, apresentada nesta quarta-feira (26) à Justiça Militar, também pede a prisão preventiva do tenente-coronel José Henrique Martins Flores, apontado como administrador de empresas usadas para formalizar os serviços de segurança e dar aparência legal aos pagamentos.
Os outros três denunciados —capitão Alexandre Paulino Vieira, sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário e sargento reformado Nereu Aparecido Alves— estão presos preventivamente desde 4 de fevereiro, quando a Corregedoria da PM deflagrou a Operação Kratos.
A Promotoria pediu a manutenção das três prisões. A denúncia ainda precisa ser recebida pela Justiça.
Os advogados Mauro Ribas e Renato Soares, que defendem o coronel Paulino, afirmam que ele "nunca integrou, participou ou prestou serviço para qualquer organização criminosa". Segundo eles, o militar administrava serviços de segurança privada por meio de uma empresa regularmente inscrita.
Procuradas, as defesas dos sargentos Nereu e Romano afirmaram que se manifestarão em breve.
Segundo o Ministério Público, o grupo formou um núcleo encarregado de proteger o então dono da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, Cícero de Oliveira, o Té, outros dirigentes e seus familiares, além da seda da empresa de transporte paulistana.
Para a Promotoria, ao contratar policiais, alguns deles integrantes da Rota, a Transwolff não buscava apenas mão de obra para vigilância, mas também o treinamento e a credibilidade institucional associados à tropa de elite da PM. "A blindagem reputacional era, ela própria, o produto contratado", diz a denúncia.
Os promotores afirmam que o núcleo dos policiais funcionava em conjunto com uma estrutura empresarial e financeira da qual faziam parte Pandora, Té e Robson Flares Lopes Pontes.
Os três são acusados em outro processo, resultante da Operação Fim da Linha, de integrar uma organização criminosa que teria usado a Transwolff para ocultar recursos supostamente provenientes do PCC. A empresa e as defesas de seus dirigentes negam vínculo com a facção.
O tenente-coronel Flores é acusado de fornecer a estrutura empresarial, administrativa e fiscal necessária para os pagamentos.
De acordo com a denúncia, ele era o administrador de fato do Grupo AM3, formado por empresas de segurança e serviços registradas em nome de sua mãe e de seu padrasto, moradores de Fernandópolis, a mais de 500 km da sede das companhias, na zona norte de São Paulo.
A mãe do oficial, segundo a Promotoria, afirmou que era o filho quem administrava de fato a AM3 juntamente com o gestor formal, Edmar Santos Silva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.