Eleitor de Lula teria sido obrigado a fingir voto em Bolsonaro para passar por blitz no Rio, denuncia ator
O humorista Adalberto Neto denunciou, neste domingo (25), uma suposta tentativa de intimidação de eleitores de Lula (PT) durante o segundo turno das eleições presidenciais no Rio de Janeiro.
Em vídeo publicado no Instagram, ele reproduziu o áudio de uma mãe que afirma que seu filho precisou fingir que votaria em Bolsonaro para conseguir passar por blitze policiais na Avenida Brasil.
Segundo o relato, o homem, de 32 anos, levou três horas e meia para percorrer o trajeto entre a Tijuca e Campo Grande , onde votaria.
Ele estava em um carro de aplicativo e teria enfrentado três operações de fiscalização durante o percurso.
A mãe afirma que, na segunda abordagem, um policial solicitou os documentos e perguntou se os ocupantes estavam indo votar.
Depois da resposta afirmativa do motorista, o agente teria questionado se eles votariam “certo”.
O filho, identificado como Lucas, respondeu que votaria em Bolsonaro, embora fosse eleitor do PT.
A mulher afirma que havia orientado o filho a mentir sobre sua preferência política diante dos bloqueios.
Adesivo com número 22 teria liberado passagem De acordo com a denúncia, após a resposta de Lucas, o policial colocou um adesivo com o número 22 no canto esquerdo do para-brisa do veículo e informou que eles não seriam mais parados.
A mulher relata que o carro conseguiu atravessar as abordagens seguintes sem novas interrupções.
“Meu filho estava trêmulo.
Era muito armamento pesado”, afirmou.
Ainda segundo a mãe, Lucas presenciou cinco pessoas vestidas de vermelho que estavam fora de um veículo e não recebiam autorização dos policiais para entrar.
Ela afirma que o filho só conseguiu chegar a Campo Grande e votar em Lula porque havia declarado apoio ao adversário.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.