Jornada Bett Nordeste 2026 bate recorde de público
A Jornada Bett Nordeste 2026 , realizada nos dias 19 e 20 de agosto em Recife (PE) , terminou sua quinta edição com recorde de público. Foram mais de 2,5 mil participantes, crescimento de 20% se comparado à edição anterior.
Educadores, gestores, especialistas e empresas do setor educacional se reuniram em diferentes atividades que foram marcadas por debates acerca dos desafios e transformações da educação.
Entre os temas abordados estão inteligência artificial , inclusão, inovação, aprendizagem e dimensão humana que permanece diante das mudanças.
Para a diretora de Conteúdo da Bett Brasil, Adriana Martinelli, esta edição cumpriu o propósito de aproximar os diferentes atores do setor e fortalecer a troca entre profissionais da educação.
"Conseguimos promover boas conexões, bons encontros e reencontros. Vejo a Jornada Nordeste como uma prévia, um despertar, uma sensibilização para mostrar que, na Bett Brasil, haverá um número maior de possibilidades de aprendizagem e de conexões."
A programação de palestras da Jornada Bett Nordeste 2026 foi aberta com a participação da advogada especialista em Direito Digital Alessandra Borelli.
Com apresentação intitulada "Educar em um mundo desenhado para distrair", Alessandra abordou desafios da presença da tecnologia no ambiente escolar e destacou a importância de políticas, diretrizes e protocolos institucionais que servem de orientação para professores, gestores e famílias.
A especialista defendeu que as escolas estejam preparadas para responder a essas situações, com fluxos de decisão previamente definidos.
“Mais do que tentar afastar os estudantes das telas, o desafio é formar competências para o uso consciente e responsável das tecnologias, que é muito mais do que bem-vinda, desde que haja política, diretrizes e que todo mundo esteja na mesma página. Não é vencer a tela, a gente precisa sustentar a presença dela."
A Jornada Bett Nordeste 2026 recebeu no auditório Educação Pública, a secretária de educação de São Paulo, Maraína Fernandes, e Carla Mauch, coordenadora-geral do Mais Diferenças - Educação e Cultura Inclusivas. O título do painel foi "Incluir é transformar: caminhos para uma escola que aprende com a diversidade".
É preciso provocar uma transformação na própria escola para que ocorra a inclusão. Ou seja, são necessárias mudanças na cultura, no planejamento pedagógico e na formação dos profissionais, defende Maraína.
"Não é o estudante que se encaixa no padrão, é a escola que precisa entender quais barreiras precisam ser vencidas para que esse estudante, de fato, seja incluído, ganhe autonomia e aprendizagem"
Em outro momento, no mesmo auditório, Kadu Lins, CEO do Instituto do Autismo, falou sobre o tema "Entender para acolher". Ele enfatizou que a inclusão efetiva nas escolas passa, sobretudo, pela compreensão das necessidades de pessoas neurodivergentes.
"A inclusão verdadeira vem quando a gente entende o que faz. A ideia é passar um pouquinho de conhecimento para que elas consigam fazer ações que vão ser efetivas para aquelas famílias, de fato, sejam incluídas, ganhem autonomia e aprendizagem"
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