Com negociação congelada, Irã vai adotar postura militar mais agressiva, diz general
O Irã reorganizou suas forças militares para ser mais agressivo no exterior, enquanto as negociações para encerrar a guerra com os EUA continuam em impasse, um sinal de que Teerã se prepara para uma era prolongada de conflito regional.
Uma série de nomeações militares de alto escalão feitas pelo Líder Supremo Mojtaba Khamenei marca uma mudança para uma “doutrina ofensiva”, disse Mohammad Reza Naqdi, general da Guarda Revolucionária Islâmica que assessora o novo comandante da força, em entrevista à TV estatal na noite de terça-feira (11).
“Quando as condições forem favoráveis e a ordem for dada, precisamos ser capazes de levar a operação para território inimigo”, disse ele, contrastando a abordagem com uma doutrina anterior à guerra que era “baseada principalmente na defesa e na preservação do país”.
Os comentários ocorrem em meio a poucos sinais de avanço entre Irã e EUA sobre o Estreito de Ormuz, com ambos os lados reivindicando o controle da passagem marítima crítica e exigindo concessões que dificilmente serão atendidas.
Embora as hostilidades tenham diminuído em uma guerra que já dura seis meses, uma paz duradoura buscada pelos mediadores Paquistão e Catar parece cada vez mais distante.
O presidente dos EUA, Donald Trump, oscilou durante meses entre ameaçar retomar os ataques ao Irã e expressar confiança de que as negociações para encerrar a guerra estão progredindo.
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