Gigante do fast-food entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265 milhões
O Grupo Gennius, responsável pelas marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, teve o pedido de recuperação judicial processado pela Justiça de São Paulo.
A informação foi divulgada pela própria companhia nesta quarta-feira, 26.O processo tramita na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e foi processado na segunda-feira, 24 pelo juiz Jomas Juarez Amorim.
A dívida declarada pelo grupo é de R$ 265.207.959,83.A recuperação envolve 178 CNPJs, todos incluídos como requerentes na ação.
A estrutura abrangida pelo processo reúne diferentes empresas e unidades das marcas do grupo:Dez franqueadoras e holdings de participação;17 sociedades voltadas à estrutura operacional, incluindo call center, suporte aos franqueados, empresas patrimoniais, master franqueadores e indústrias;Seis churrascarias Tendal;119 unidades do Habib’s;26 lojas do Ragazzo.Segundo a argumentação apresentada à Justiça, as empresas possuem uma relação financeira e operacional que justificaria a tramitação conjunta da recuperação.
O processo afirma que "é evidente que existe uma profunda interligação e interdependência, que faz com que os passivos das Requerentes se comuniquem em diversos pontos".A defesa também afirma que existem garantias e avais cruzados entre as empresas.
"Nesse contexto, as sociedades do Grupo Gennius possuem avais e garantias cruzadas sobre os seus endividamentos particulares, de modo que a dívida de cada uma das Recuperandas é, em grande parte, dívida das demais, de modo que a única hipótese de se conseguir a reestruturação total do grupo é tratando-se o endividamento de forma única e consistente", pontua.Por esse motivo, os advogados solicitaram que a recuperação seja conduzida em "litisconsórcio ativo unitário sob consolidação substancial".
Esse modelo permite que empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico apresentem o pedido conjuntamente, com tratamento unificado de seus patrimônios e dívidas.Entre os credores mencionados no processo estão Bradesco e Itaú Unibanco.Medidas adotadas antes da recuperação judicialAntes de recorrer à recuperação judicial, o Grupo Gennius já havia solicitado à Justiça tutelas cautelares de urgência.
A intenção era obter proteção temporária para as empresas, com a suspensão de cobranças e execuções enquanto o grupo buscava negociar com os credores.De acordo com os advogados, o período de 60 dias de proteção patrimonial permitiu "construir um ambiente de negociações entre as Requerentes e seus credores"."Assim, suspenderam-se as execuções judiciais e medidas administrativas coercitivas/constritivas decorrentes e/ou relativas aos créditos que eventualmente se sujeitariam a uma recuperação judicial", diz o pedido.O documento, porém, aponta que a medida não resolveu a situação financeira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.