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Mortos no Nepal sobem para 538 e resgate é retomado após lago transbordar

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Mortos no Nepal sobem para 538 e resgate é retomado após lago transbordar

O número de mortos subiu hoje para 538 após enchentes repentinas atingirem áreas turísticas na fronteira do Nepal com o Tibete na manhã de quarta-feira (horário local, madrugada no Brasil).

No terceiro dia de buscas, a autoridade de gestão de desastres do país informou que 538 corpos foram encontrados . Até ontem, eram 469 mortos confirmados. No dia do desastre, um porta-voz da polícia, Abi Narayan Kafle, já havia alertado que o número poderia aumentar rapidamente ao longo dos trabalhos.

Além disso, ao menos 977 seguem desaparecidos. A maior parte deles, 517, é estrangeira. Além disso, há também muitos funcionários públicos entre as pessoas que ainda não foram encontradas, como órgãos do exército, polícia, alfândega e imigração.

As autoridades disseram também já ter resgatado mais de 3.700 pessoas. Desse total, 25 eram estrangeiros.

Um lago formado pelas enchentes na fronteira entre o Nepal e o Tibete interrompeu hoje temporariamente as operações de resgate. O transbordamento dele forçou equipes a suspenderem as buscas por algumas horas —o que já foi retomado. Moradores do distrito nepalês de Rasuwa fugiram para partes mais altas para escapar da subida repentina do rio.

O volume de água no lago subiu rapidamente e ultrapassou 2,5 milhões de metros cúbicos, de acordo com a Reuters. No dia anterior, engenheiros chineses estimavam que o reservatório tinha entre 1,5 milhão e 2 milhões de metros cúbicos de água.

Um outro lago a montante da zona de inundação também está sendo monitorado. O risco de ?enchentes permanecerá até que os dois lagos tenham escoado totalmente, alertou o governo. As autoridades nepalesas estão contando ?com imagens de satélite para acompanhar as condições, embora o monitoramento seja limitado pela disponibilidade das imagens.

O Nepal afirmou que não precisa de auxílio internacional para as missões de busca e salvamento. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lok Bahadur Chhetri, disse que as agências locais de segurança dão conta dos trabalhos de resgate.

Uma equipe de resposta rápida da Coreia do Sul aguarda ociosa na capital Katmandu. O governo local ainda não apresentou um plano para aceitar e coordenar a ajuda externa enviada.

Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) corrigiu informação e disse que não houve terremoto em área de avalanche no Nepal. Inicialmente, o órgão havia publicado a informação de que um terremoto de magnitude 4,4 havia sido registrado por seus sistemas pouco antes da enchente repentina. Em um novo comunicado, o USGS afirmou que o tremor reportado não existiu.

O USGS concluiu que o evento sísmico foi causado pelo colapso de uma geleira e por um fluxo de detritos. Essa situação provocou "impactos catastróficos" ao longo das áreas atingidas pelo fluxo. Segundo o serviço, análises adicionais de estações sísmicas próximas, ondas sísmicas de longo período e imagens de satélite levaram à conclusão de que o evento foi, na verdade, um colapso glacial e fluxo de detritos, e que nenhum terremoto ocorreu.

Nepal está localizado em uma área de risco para o derretimento das geleiras devido ao aquecimento global.

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