Cirurgia ou quimioterapia? O que vem primeiro contra o câncer de mama
Caras leitoras.
Prometi no meu primeiro texto que tentaria sempre trazer para esta coluna, informações que pudessem auxiliar as mulheres em questões relacionadas à sua saúde.
E hoje, resolvi trazer aqui, a resposta a uma pergunta que tem sido frequente no meu consultório: – Doutora, tenho amigas que começaram seu tratamento de câncer de mama pela cirurgia , por que o meu tratamento vai começar pela quimioterapia ? E aí? Você tem alguma ideia do motivo por que isso acontece? Durante muitos anos, pacientes que tivessem tumores que eram operáveis seguiam primeiro para a cirurgia.
O termo operável indica que o médico consegue sem grandes esforços e sem muito dano à mulher retirar o tumor logo após o diagnóstico.
No entanto, mulheres que porventura tivessem tumores muito grandes , ou tumores que estivessem muito grudados a vasos sanguíneos, nervos ou músculos, cuja cirurgia causaria grande dano, iniciavam o tratamento pela quimioterapia, com o objetivo de reduzir o câncer e melhorar a operabilidade.
Continua após a publicidade Isso aconteceu por anos, inclusive essa era a regra vigente durante a minha formação como especialista em cirurgia oncológica .
Acontece que, com o avanço da medicina, novas descobertas sobre a biologia dos tumores, e novos medicamentos sendo produzidos, percebemos que isso precisava ser modificado.
Em linhas gerais, hoje, pacientes continuam sendo operadas primeiro na maioria das vezes, pois para maior parte dos cânceres de mama esta estratégia é a melhor opção, mas algumas mulheres seguem o caminho inverso.
Diferentes tipo de câncer de mama exigem diferentes tratamentos Explicando um pouquinho melhor.
Quando uma mulher recebe o diagnóstico de câncer invasivo da mama, logo a seguir, em outro documento, ela precisa receber a imunohistoquímica .
Continua após a publicidade Esse exame mostra basicamente a que que este tumor responde, ou do que se alimenta, e esse exame é completamente necessário para que os médicos definam o início do tratamento.
A maioria dos cânceres de mama são hormônio dependentes , ou seja, os mesmos hormônios que nos dão as características femininas (o estrógeno e a progesterona), também alimentam estes tumores.
Outro grupo, além de se nutrirem dos hormônios femininos, tem outro estimulador de crescimento, uma proteína chamada HER2 .
E por fim, existem outros tumores, que não se alimentam de hormônios, não tem essa proteína superexpressa na membrana da célula, mas ainda assim se dividem por outros mecanismos que não são muito fáceis de serem explicados como os dois anteriores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.