Inflação volta a passar de 2% ao mês na Argentina e cria novo desafio para Milei
A inflação argentina voltou a superar a marca de 2% em julho, em um revés para o governo de Javier Milei justamente quando a Casa Rosada tenta deixar para trás a fase mais dura do ajuste econômico e recuperar o crescimento.
O índice de preços ao consumidor subiu 2,1% no mês, segundo o Indec, acima da mediana de 2% projetada pelos economistas consultados pela Bloomberg.
Na comparação com julho de 2025, os preços acumulam alta de 33,8%, contra 33,5% no mês anterior.
O resultado também ficou acima das expectativas e mostra que, apesar da melhora expressiva desde a chegada de Milei à Presidência, a inflação ainda está longe de um patamar considerado normal para uma economia estabilizada.
O dado de julho, porém, não indica uma deterioração disseminada dos preços.
Continua após a publicidade O principal foco de pressão esteve nos serviços ligados às férias de inverno.
O grupo de cultura e recreação avançou 5%, enquanto restaurantes e hotéis subiram 2,8%.
Passagens aéreas também ficaram mais caras, pressionadas pela maior demanda no período de férias e pela realização da Copa do Mundo.
O núcleo da inflação, que exclui itens mais voláteis e ajuda a identificar a tendência dos preços, ficou em 1,8%.
Continua após a publicidade O resultado nacional veio depois de Buenos Aires registrar uma alta de 2,9% em julho, também acima do esperado.
A leitura da capital já havia levantado dúvidas sobre o comportamento dos preços durante o período de férias.
O problema mudou de tamanho A comparação com o início do governo Milei mostra o tamanho da transformação.
Continua após a publicidade Em dezembro de 2023, o mês em que o presidente assumiu, a inflação argentina chegou a 25,5%.
O governo respondeu com um forte ajuste fiscal, redução de subsídios, contenção monetária e uma reorganização dos preços administrados.
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