CBF impõe nova exigência aos árbitros no Brasil
O futebol brasileiro pode passar por uma mudança importante no comportamento da arbitragem. A CBF quer reduzir as chamadas "faltinhas" durante as partidas e orientou os árbitros a deixarem o jogo seguir quando não houver uma interferência clara na jogada.
A medida faz parte de um conjunto de ações apresentado aos clubes para aumentar o tempo de bola rolando no Campeonato Brasileiro. A entidade entende que o problema não está na quantidade de futebol disputado, mas no tempo desperdiçado durante as partidas.
De acordo com um levantamento contratado pela CBF junto à Opta, as interrupções causadas por faltas e a demora para recolocar a bola em jogo representam uma parcela importante do tempo perdido na Série A.
A orientação aos árbitros é elevar o limite para a marcação das infrações. Contatos considerados normais em uma disputa não deverão necessariamente resultar em apito, principalmente quando não houver interferência efetiva na jogada.
A intenção é criar um padrão mais próximo do praticado em outras grandes ligas do futebol mundial. A mudança, entretanto, pode gerar discussões até que jogadores, treinadores, árbitros e torcedores se adaptem ao novo critério.
Os números apresentados pela CBF ajudam a explicar a preocupação. O futebol brasileiro aparece com uma das maiores médias de faltas marcadas entre as principais ligas analisadas.
Além disso, existe uma diferença significativa entre os critérios adotados pelos próprios árbitros. No levantamento apresentado pela entidade, o juiz que menos marca faltas registra média de 22,9 infrações por partida, enquanto o que mais apita chega a 32,6.
A diferença de aproximadamente dez faltas por jogo mostra o tamanho do desafio para uniformizar a arbitragem. Na comparação internacional, a Premier League apresenta média de 23,6 faltas por partida, enquanto a Bundesliga tem 23,3. A La Liga registra 27,8, e a Ligue 1, 27,4.
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