Sem folga no orçamento, 47% dos trabalhadores buscam bicos ou crédito para arcar com alimentação e contas básicas
Quase metade dos profissionais com carteira assinada pelo regime CLT, ou contratados como Pessoa Jurídica (PJ) no Brasil recorre a fontes adicionais de renda ou linhas de crédito para arcar com as despesas básicas da casa.
De acordo com a “Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores”, realizada pela Serasa Experian , com 1.008 entrevistados, 47% dos trabalhadores dependem de atividades informais , extensão de jornada ou empréstimos bancários para fechar as contas do mês.
O levantamento aponta ainda que 6% dos profissionais terminam o período mensal sem saldo suficiente no orçamento e sem acesso a alternativas de socorro financeiro.
O quadro dá continuidade a uma tendência de restrição orçamentária observada em 2025, ano em que 54% dos trabalhadores consultados relataram ficar sem dinheiro antes do fim do mês.
Estrutura de gastos e orçamento familiar A destinação dos rendimentos mostra que os custos de manutenção e subsistência consomem a fatia principal do orçamento das famílias.
A alimentação foi apontada por 78% dos participantes como a categoria de despesa mais pesada no planejamento financeiro.
Em seguida, os gastos com contas de consumo, como água, energia elétrica e gás, foram citados por 72% dos entrevistados.
Outras obrigações financeiras também comprometem a renda mensal.
As parcelas de financiamento de imóveis e de veículos pesam no orçamento de 44% dos trabalhadores, enquanto as compras de roupas e itens de utilidade doméstica respondem por 43% das menções.
As parcelas de empréstimos contratados anteriormente afetam 33% dos respondentes, e os custos ligados a estudos e formação representam 22% dos orçamentos analisados.
Impacto no ambiente de trabalho e produtividade O aperto orçamentário se estende para o ambiente corporativo e interfere diretamente na rotina de trabalho.
Entre os profissionais ouvidos, 51% declararam sentir estresse durante o expediente em decorrência de pendências financeiras, enquanto 46% relataram cansaço físico e sensação de exaustão ao longo da jornada.
Esses fatores geram reflexos diretos no desempenho operacional das empresas.
Segundo os dados apurados, 35% dos trabalhadores observam queda na concentração durante a execução das tarefas diárias e 33% registram perda de rendimento no serviço.
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