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Construída em 34 anos e eleita uma das 7 Maravilhas do Brasil: uma cidade que tropeiros batizaram sob uma caneleira na Serra Gaúcha

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Construída em 34 anos e eleita uma das 7 Maravilhas do Brasil: uma cidade que tropeiros batizaram sob uma caneleira na Serra Gaúcha

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Nome de cidade quase sempre vem de um santo, de um rio ou de um fundador. O de Canela , a 837 metros de altitude na Serra Gaúcha, veio de uma árvore que servia de pouso aos tropeiros, e a mesma cidade que nasceu dessa parada de estrada hoje guarda um templo de pedra basáltica erguido ao longo de 34 anos.

A caneleira ficava perto de onde hoje está a Praça João Corrêa , no centro, e funcionava como ponto de encontro e pousada para quem cruzava a serra. Conforme a Prefeitura Municipal de Canela , o primeiro proprietário do território foi Joaquim da Silva Esteves , que obteve da Coroa Portuguesa, em 1821 , o título de Campestre Canella.

O povoado ganhou forma com o Coronel João Corrêa Ferreira da Silva , que iniciou por volta de 1913 a estrada de ferro até Taquara , concluída em 1924. No mesmo ano de 1913 surgiu a Companhia Florestal Riograndense , que comprava pinheiros nas redondezas do Caracol e instalou cinco serrarias na região, a base econômica antes do turismo.

O município nasceu por decreto no fim da Segunda Guerra. O Decreto-Lei Estadual nº 717, de 28 de dezembro de 1944 criou Canela, desmembrada de Taquara, onde a localidade era apenas o 6º distrito desde 1926. A instalação ocorreu em 1º de janeiro de 1945, com Nelson Schneider como primeiro prefeito.

A memória da árvore virou símbolo oficial. Pela Lei Municipal nº 058, de 1963 , o brasão traz em campo de ouro uma caneleira, origem do nome, e em campo de prata as águas da Cascata do Caracol saindo de três montes verdes, segundo a descrição heráldica publicada pela Prefeitura. Indústria e turismo aparecem escritos no listel vermelho, ao lado da data da emancipação.

A obra começou em 1953 , quando ficou definido que a nova igreja seria revestida em pedra basáltica extraída da própria região. O projeto em estilo neogótico inglês , inspirado nas catedrais europeias, é do arquiteto Bernardo Sartori , e a ideia partiu do cônego João Marchesi , sepultado dentro do templo que idealizou.

O detalhe mais curioso está no método. Conforme a Catedral de Pedra , as paredes novas foram levantadas ao redor da antiga matriz, que só depois foi demolida por dentro, e a comunidade seguiu frequentando a igreja durante boa parte da construção. O forro chegou em 1978, o piso de basalto em 1982 e a porta de mogno com escultura gótica encerrou o trabalho em 1987 , somando 34 anos .

O reconhecimento veio em 2010 , por votação popular, e ajudou a transformar a igreja no cartão-postal do estado. O reconhecimento mais recente é oficial e recente: a Prefeitura Municipal de Canela registra que a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes ficou na 10ª posição do Prêmio Travellers’ Choice 2025 do Tripadvisor, na categoria de melhores atrações do país, ranking formado pelo volume de avaliações positivas ao longo de doze meses.

Os números explicam por que ela domina o horizonte do centro. Confira abaixo o que compõe o conjunto:

A cidade divide com Gramado , sua vizinha a 7 km, o circuito mais visitado do Rio Grande do Sul , mas a natureza pesa mais no lado canelense.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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