EUA critica megaprojetos chineses na América Latina e aponta falhas
O governo dos Estados Unidos elevou o tom contra a presença de empresas estatais chinesas em grandes projetos de infraestrutura na América Latina .
O secretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura, citou obras no Equador, Peru e Guiana e afirmou que empreendimentos conduzidos por companhias de Pequim enfrentaram problemas como falhas estruturais, atrasos, aumento de custos, rompimento de contratos e questionamentos sobre processos de licitação.
“Nossa região está repleta de projetos liderados por empresas estatais chinesas, como a Sinohydro Corporation e a China Railway Group Limited, nos quais houve redução de itens, descumprimento de contratos, endividamento dos governos e danos ao meio ambiente em nível local”, escreveu Segura nas redes sociais.
Entre os exemplos apresentados pelo funcionário americano está a hidrelétrica Coca Codo Sinclair, no Equador.
O empreendimento, construído pela chinesa Sinohydro durante o governo do ex-presidente Rafael Correa, começou a operar em 2016 e se tornou um dos principais projetos de geração de energia do país. ◾️Una presa hidroeléctrica en Ecuador que resulta costosa, está mal construida y presenta fallos. ◾️Proyectos de construcción abandonados e intentos corruptos de manipular los procesos de licitación en Perú. ◾️Un aeropuerto en Guyana que se vio afectado por más de una década de… pic.twitter.com/nqCNeryGYT — Juan Pablo Segura (@WHAAsstSecty) August 27, 2026 Disputa entre Washington e Pequim As críticas de Washington ocorrem em meio à disputa entre Estados Unidos e China por influência política e econômica na América Latina, especialmente em setores estratégicos como infraestrutura, energia, mineração, logística, telecomunicações e tecnologia.
Segura, que recentemente assumiu a política dos EUA para o Hemisfério Ocidental, colocou a expansão chinesa entre as prioridades de Washington e já criticou empresas como Huawei, ZTE, Hikvision, Hytera, Dahua e DJI, apontadas pelo governo americano como potenciais riscos à segurança regional.
Pequim, por sua vez, reforça a defesa da autonomia dos países latino-americanos.
Em encontro com o presidente do Equador, Daniel Noboa, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que as nações da região devem ter liberdade para escolher seus parceiros de cooperação e que seu desenvolvimento não deve ser interrompido.
“O desenvolvimento e a revitalização dos países latino-americanos e caribenhos não devem ser interrompidos, e o direito desses países de escolherem seus parceiros de cooperação de forma independente não deve ser violado”, afirmou Xi.
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