MP-SP aciona Campopiano por chamar Erika Hilton de “homem biológico”
Ação civil pública pede R$ 100 mil por dano moral coletivo, curso de letramento e retratação da deputada estadual
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Eduarda Campopiano , vereadora de Praia Grande (SP) eleita deputada estadual por São Paulo , responderá a uma ação civil pública do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), apresentada nesta terça-feira, 20.
O motivo é uma mensagem publicada no X em 5 de outubro, na qual ela chamou a deputada federal Erika Hilton de “homem biológico” .
Na postagem, Campopiano questionou a presença de Erika Hilton, que é mulher trans, na política. A parlamentar de Praia Grande se apresenta como a “maior inimiga das feministas” .
A ação é assinada pelo promotor de Justiça Ricardo Manuel Castro e pela analista jurídica Clarissa Chagas Donda. Para os dois, a conduta representou a “ negação pública da identidade de gênero da parlamentar , gerando reflexos danosos para toda a comunidade trans e a sociedade” .
O pedido de maior valor é uma indenização de R$ 100 mil , a título de dano moral coletivo e dano social. O dinheiro seria destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID).
Os promotores querem que Campopiano frequente um “Curso de Letramento” sobre inclusão social e combate à homotransfobia . A carga horária mínima seria de 50 horas, a serem cumpridas em até um ano.
A ação solicita ainda que a vereadora se retrate em veículos de ampla circulação . Outro pedido é a proibição de novos discursos de cunho transfóbico, com multa diária em caso de descumprimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.