Médica recém-formada é denunciada por morte de criança picada por escorpião
Uma médica foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) pela morte de Jamilly Vitória Duarte , de 5 anos, picada por um escorpião em Piracicaba , no interior do estado, e por inserir, segundo a acusação, uma informação falsa no prontuário da criança.
De acordo com o MP, a profissional registrou no documento público que havia prescrito soro antiescorpiônico, o que é contestado pelas investigações.
A médica responderá por homicídio culposo , quando não há intenção de matar, e falsidade ideológica .
A denúncia foi oferecida pelo MPSP e posteriormente recebida pela Justiça .
Ainda segundo o MPSP, a acusação de homicídio considera que a médica teria agido com negligência, imperícia e inobservância de regra técnica da profissão no atendimento à menina.
Já a acusação de falsidade ideológica se refere especificamente ao prontuário médico de Jamilly Vitória Duarte, no qual teria sido registrada a prescrição do soro antiescorpiônico.
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1 de 3 Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, morta após ser picada por escorpião em 2023 Arquivo pessoal 2 de 3 Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, morta após ser picada por escorpião em 2023 3 de 3 Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, morta após ser picada por escorpião em 2023 Arquivo pessoal Vale notar que a profissional, identificada como Patrícia Cristina Guidio , era médica recém-formada à época em que fez o atendimento de Jamilly na Unidade de Pronto Atendimento ( UPA ) Vila Cristina.
Ela se formou em Medicina pela Universidade Brasil em 2023, mesmo ano em que atendeu a criança, segundo o registro dela no Conselho Regional Medicina Estado São Paulo ( Cremesp ) — onde ela tem registro ativo.
A investigação policial foi concluída em 23 de junho.
Na ocasião, a autoridade policial havia indiciado a médica por homicídio culposo e fraude processual.
Com base no inquérito e em um laudo do Instituto Médico Legal ( IML ) de Piracicaba, o Ministério Público decidiu apresentar a denúncia.
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Médica não terá acordo com o MP Depois de oferecer a denúncia, o Ministério Público também recusou a possibilidade de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) para a médica.
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