Mercadante critica “motosserra” fiscal e expõe gestão Bolsonaro: déficit de R$ 743 bilhões em um ano
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, subiu o tom nesta segunda-feira (14) contra propostas extremas de austeridade e rebateu críticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante evento do Grupo Esfera, em São Paulo, ele defendeu um ajuste nas contas públicas que não sacrifique o desenvolvimento do país.
“Tem que avançar no fiscal e no monetário”, iniciou Mercadante, ponderando a necessidade de equilíbrio.
“Agora, tem que fazer isso mantendo o crescimento, mantendo políticas sociais e, portanto, é um processo progressivo e que tem que ser feito com qualidade.” O alvo principal das críticas foi a retórica que defende cortes drásticos no orçamento público, popularizada pela direita e extrema direita, e também pela mídia corporativa.
“Essa coisinha de motosserra é boa para fazer campanha.
Vamos ver como é que termina, alguns governos aqui próximos, para ver se é isso que o Brasil precisa”, ironizou, fazendo referência ao símbolo de campanha de Javier Milei na Argentina.
Ainda assim, o presidente do BNDES reconheceu a necessidade de responsabilidade com as contas para forçar a redução da Selic.
“Eu acho que tem espaço para melhorar o fiscal, sempre tem e vai ter que fazer para ter uma trajetória de queda na taxa de juros”, pontuou, acrescentando que “os juros têm que cair de forma sustentada e isso é absolutamente vital”.
Leia também: Como os números de Lula contra Flávio Bolsonaro em SP e no RJ se comparam à eleição de 2022 “Cloroquina na crise” Mercadante rebateu representantes da campanha de Flávio Bolsonaro presentes no evento, lembrando o rombo deixado pela gestão anterior.
“Tem gente que tomou cloroquina na crise.
Dizer que fizeram ajuste fiscal na pandemia? Deixaram um déficit de R$ 743 bilhões”, disparou.
O presidente do BNDES fez referência ao resultado primário de 2020, quando a diferença entre as receitas e as despesas somou R$ 743,1 bilhões.
O resultado ainda é o pior da série histórica iniciada há 29 anos.
Ele relembrou ainda o uso eleitoreiro da Caixa Econômica Federal em 2022.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.