Polícia oficializa afastamento de médico legista investigado por fraudes
O afastamento compulsório do perito médico-legista Robson Roosevelt Ferreira Aguilar foi oficializado nesta segunda-feira (17) pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em publicação no Diário Oficial do Estado.
A medida já havia sido anunciada pela Polícia Científica na semana passada, logo após a prisão do servidor pela Operação Auditus, que investiga suposto esquema de fraudes em contratos de serviços médicos da Prefeitura de Nioaque, envolvendo agentes públicos e empresários.
O ato determina que Robson fique afastado das funções enquanto durar a prisão.
A portaria também manda recolher a arma, a carteira funcional e outros bens públicos que estejam sob responsabilidade do servidor, além de suspender senhas e logins de acesso aos bancos de dados da instituição, incluindo os sistemas Sigo e Infoseg.
A determinação prevê ainda a suspensão de férias, caso a medida ainda não tenha sido adotada, e comunicação a diferentes setores da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e da Polícia Civil.
O afastamento tem efeito retroativo a 13 de agosto, data em que Robson foi preso preventivamente.
Na publicação, o corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Clever José Fante Esteves, cita a decisão judicial que decretou a prisão preventiva do perito e informa que o resultado das investigações também será alvo de procedimento disciplinar na Corregedoria.
O afastamento já havia sido informado pela Polícia Científica no dia da prisão.
A informação é que a prisão não tinha relação com o trabalho desenvolvido por ele como perito oficial forense.
Robson é servidor estadual desde fevereiro de 2021, com carga horária de 40 horas semanais, e estava lotado na Unidade Regional de Perícia e Identificação de Jardim.
Conforme dados funcionais consultados anteriormente, a remuneração informada era de R$ 11.137,93.
A Corregedoria já havia instaurado PAD (Processo Administrativo Disciplinar) para apurar administrativamente os fatos relacionados ao servidor.
O médico-legista foi preso na segunda fase da Operação Auditus, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
A investigação apura supostas fraudes em contratos de serviços médicos mantidos pela Prefeitura de Nioaque.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.