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Brasileirão tem recorde de estrangeiras: 'Referência na América do Sul'

UOL Esporte ·
Brasileirão tem recorde de estrangeiras: 'Referência na América do Sul'

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Trocar o país natal por um clube brasileiro tornou-se uma escolha cada vez mais comum entre jogadoras sul-americanas de futebol. Paraguaias, uruguaias, colombianas e argentinas atravessam fronteiras não apenas em busca de projeção esportiva, mas de um objetivo mais básico: estrutura para se trabalhar, condições salariais para apoiar suas famílias e calendários mais completos.

Enquanto a modalidade avança mais devagar em boa parte da América do Sul, o Brasil — apesar das limitações — desponta como o destino mais viável do continente. Em 2026, o Brasileirão bateu o recorde de jogadoras estrangeiras: são 47, segundo levantamento da CBF feito a pedido do UOL .

Se multiplicam os exemplos como os das argentinas Sole Jaimes, que fez carreira na Europa e na China, e já defendeu seis clubes do Brasil, onde está há quatro anos, e Paulina Gramaglia, que jogou pelo Bragantino no ano passado e, vice-artilheira do Brasileirão, se transferiu para o Tenerife, do Campeonato Espanhol.

Os casos das duas atacantes sustentam a percepção de um país mais estruturado para a modalidade que os países vizinhos, seja por ser um local viável para construir carreira ou um trampolim para se transferir a ligas mais consolidadas, como Paulina.

Projetos mais consistentes, investimentos crescentes de clubes grandes e calendários organizados e mais cheios que os países vizinhos criam um contraste que pesa para as atletas decidirem seus destinos para a carreira, como avaliam as profissionais ouvidas pela reportagem.

A diferença de calendários é um dos argumentos recorrentes entre quem vive o dia a dia do futebol feminino na região - além, é claro, do aspecto financeiro. Ao UOL , a experiente treinadora Tatiele Silveira, do Colo-Colo, do Chile, e mais três atletas falaram sobre o que move cada vez mais estrangeiras ao Brasil.

Enquanto boa parte dos países sul-americanos ainda organiza suas competições de forma incipiente, o Brasil oferece um volume de jogos sensivelmente maior: são três competições nacionais, os estaduais e a Libertadores, o que se traduz em mais tempo atuando e mais exposição. Para Tatiele Silveira, a robustez de calendário é o que falta aos vizinhos:

"Mais jogos significam mais tempo de prática, experiência e exposição em alto nível. Esse é um dos pontos que ainda precisamos desenvolver em outros países da América do Sul: ampliar o calendário e criar mais oportunidades para que as atletas possam competir e evoluir."

Do lado de quem migrou, a visão de Tatiele se repete: a atacante argentina Sole Jaimes, que passou pela Europa, pela China e já defendeu seis clubes brasileiros, relata ter escolhido o país para o crescimento esportivo e melhorar a condição financeira e ajudar a família.

A atacante resume o cálculo que levou tantas colegas sul-americanas a mudarem de país. Mais que visibilidade, pesa a possibilidade de viver do futebol e sustentar a família — algo que, segundo ela, o Brasileirão entrega com uma consistência que a Argentina, por exemplo, não tem: "Muitas meninas da América do Sul têm como objetivo jogar no Brasil, pelas estruturas e os salários disponíveis aqui.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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