Caso PCS Saleme: responsável por laboratório que liberou órgãos contaminados com HIV admite uso de kits vencidos, diz MP
Laboratório usava kits vencidos em exames de HIV O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu à Justiça a condenação de seis pessoas acusadas de envolvimento no caso de pacientes que foram infectados pelo HIV após receberem transplantes de órgãos no estado.
Os réus são sócios e funcionários do laboratório PCS Saleme e respondem por lesão corporal gravíssima, associação criminosa e falsidade ideológica.
A Globonews teve acesso, com exclusividade, a novos relatórios da investigação e às alegações finais apresentadas pelo Ministério Público.
Em uma das conversas recuperadas pela polícia, a coordenadora do laboratório, Adriana Vargas, admite que utilizava kits vencidos e que reduziu a frequência do controle de qualidade de equipamentos usados nos exames da Central Estadual de Transplantes.
Segundo o Ministério Público, as irregularidades estavam presentes em diferentes etapas do serviço e revelavam uma rotina incompatível com os padrões mínimos de segurança.
Laboratório fazia exames que definiam liberação de órgãos O PCS Saleme tinha um papel fundamental na Central de Transplantes do Rio de Janeiro.
O laboratório era responsável por exames que poderiam indicar se órgãos de doadores estavam aptos a ser utilizados em transplantes.
Em outubro de 2024, o caso ganhou repercussão nacional e internacional depois que seis pacientes foram identificados como infectados pelo HIV após receberem órgãos de dois doadores que também tinham o vírus.
Laboratório PCS Saleme, em Nova Iguaçu Reprodução/TV Globo Segundo as investigações, exames feitos pelo laboratório não identificaram a presença do HIV nos doadores.
Com os resultados considerados negativos, os órgãos foram liberados para transplante.
Os sócios e funcionários do PCS Saleme chegaram a ser presos durante as investigações e atualmente respondem ao processo em liberdade.
Uma das seis pacientes infectadas morreu em março deste ano, aos 64 anos. 'Busca incessante por lucro', diz MP Nas alegações finais, o Ministério Público afirma que a atuação do laboratório era marcada por uma "busca incessante por lucro", que teria sido colocada acima da segurança dos pacientes.
A Promotoria afirma ainda que as irregularidades estavam "disseminadas por todas as etapas do serviço", incluindo contratação, recebimento e identificação de amostras, operação dos equipamentos, controle de qualidade, transcrição dos resultados, conferência, assinatura e liberação dos documentos.
Para o Ministério Público, a rotina do laboratório era "incompatível com os padrões mínimos de segurança". 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.