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Alstom investe R$ 130 mi em 5 anos para ampliar produção de trens em SP

Folha · Cotidiano ·
Alstom investe R$ 130 mi em 5 anos para ampliar produção de trens em SP

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A fabricação dos 22 trens previstos em contrato para a linha 6-laranja do Metrô de São Paulo gerou cerca de 5.000 empregos, envolveu 120 fornecedores ferroviários no país e faz parte de um movimento da Alstom nos últimos anos para ampliar a produção de trens em sua planta no Vale do Paraíba, interior paulista.

A afirmação é da executiva Suely Sola, diretora geral da Alstom Brasil, que disse que o retrato da indústria em Taubaté é resultado de um investimento de R$ 130 milhões nos últimos cinco anos para atender os mercados interno e externo. Segundo ela, produzir para outros países é questão de sobrevivência para o setor ferroviário.

Inaugurada em 2015, a fábrica conta em sua carteira com mais de 170 trens entregues (940 carros de passageiros) nos últimos três anos, para projetos nacionais e internacionais, entre eles para atender pedidos de Chile, Romênia e Taiwan.

Do total previsto para a linha 6, 14 trens já foram entregues, o mais recente deles nesta sexta-feira (14), com capacidade para transportar até 2.044 passageiros por trem.

A composição, que foi entregue no Pátio Morro Grande, na zona norte da capital, poderá atingir até 80 quilômetros por hora e é dotada de tecnologia que permitirá intervalos de cerca de dois minutos entre os trens em horários de pico.

"[Temos] Quatro trens em operação, que são dois que fazem a operação e tem dois de backup. Estamos trabalhando com o cronograma oficial da linha, a gente tinha previsão de entrega de 11 trens até setembro, que é o primeiro marco. Os demais trens até o final do ano", disse Suely.

Segundo ela, pouco antes da pandemia de Covid-19 a fábrica em Taubaté começou a ser preparada para ser uma fábrica de trens, tanto de subúrbio quanto de metrô, e não de VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) —são da empresa os trens do VLT Carioca, entregues para os Jogos Olímpicos de 2016.

Desde então, atendeu projetos das linhas 8 e 9 e outros fora do Brasil, como em Bucareste, capital da Romênia, e se preparou gradativamente ampliando a planta, conforme a executiva.

"Quando você olha para a mobilidade, os projetos de mobilidade no Brasil, você vai ver que tem as altas fases e os vales incríveis. Então, se a gente não tivesse desenvolvido essa estratégia de fornecer também para fora, a gente também já teria morrido, como muitas empresas que vieram e saíram. Vieram e saíram. Por quê? Elas vieram para fabricar para o Brasil, para o mercado local, nacional. Mas isso não se sustentava. Pode até ser que de hoje em diante se sustente, vamos acreditar que sim.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Cotidiano.

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