O plano que usou drones e helicópteros atrás de Ratanabá em Terra Indígena
Ratanabá: Não existe cidade perdida na Amazônia mato-grossense, dizem especialistas A busca pela suposta cidade perdida de “Ratanabá” levou integrantes da Idakila Pesquisas a realizar, segundo documentos citados pela Justiça Federal, uma série de incursões em uma terra indígena em Mato Grosso ao longo de quatro anos.
As atividades incluíram sobrevoos, expedições terrestres e aquáticas, uso de drones, câmeras e equipamentos de mapeamento do terreno. 🔎Ratanabá é uma suposta “cidade perdida” na Amazônia que ganhou força nas redes sociais, mas não há evidências científicas de que ela tenha existido.
Segundo o arqueólogo Eduardo Góes Neves, professor da USP e pesquisador da arqueologia amazônica há mais de 30 anos, a história não tem fundamento nas pesquisas científicas recentes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A associação, que tem sede em Corguinho (MS) e é liderada pelo empresário e ufólogo Urandir Fernandes, foi proibida pela Justiça Federal de realizar novas atividades na Terra Indígena Kayabi, em Apiacás (MT).
Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 50 mil por flagrante.
Segundo a decisão, as incursões ocorreram desde maio de 2022 e continuaram nos anos seguintes.
O Ministério Público Federal (MPF) apontou que as atividades eram realizadas sem autorização da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e das comunidades locais.
Conforme os documentos da Justiça Federal, a linha do tempo dos fatos relacionados à Ratanabá é a seguinte: ➡️2022: começam os sobrevoos e incursões apontados pelo MPF. ➡️2023: documentos registram continuidade das atividades. ➡️2024: helicóptero pousa na Aldeia Mairowi. ➡️2025: incursões continuam, segundo os relatórios citados na decisão. ➡️2026: Justiça determina suspensão das atividades.
A busca por Ratanabá A chamada Ratanabá é apresentada pela Idakila como uma suposta cidade perdida na Amazônia.
Não há evidências científicas de que ela tenha existido.
Segundo material divulgado pelo grupo, Ratanabá seria a “primeira capital do mundo” e o “Império Central dos Muril”, descrito pela associação como uma civilização que teria chegado à Terra há 600 milhões de anos.
Foi em busca de supostos vestígios relacionados a essa história que integrantes do grupo passaram a realizar incursões na região.
Ilustração de 'Ratanabá' divulgada pela Idakila Pesquisas.
Divulgação.
Expedições por terra e água Conforme os documentos citados na decisão judicial, as atividades não se limitaram a sobrevoos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.