Lula, para que ainda possamos falar em Honestino
Aurélio Michelis dirigiu Honestino , que está em cartaz nos cinemas.
Bruno Gagliasso faz o papel do líder estudantil que foi desaparecido pela ditadura militar brasileira aos 23 anos de idade.
Assim como Anistia 79 , também lançado neste agosto de 2026, Honestino resgata memória da ditadura militar (1964-1985) que nos infelicitou.
Faltando semanas para a eleição presidencial no Brasil, com o cerco dos Estados Unidos se fechando, os diretores dos dois filmes traçaram paralelos entre o passado e o presente.
Anita Leandro destacou, em entrevista à Fórum , o legado da ditadura que ainda nos assombra, concretizado em PMs que matam civis como se estivéssemos em guerra.
Aurélio Michelis relembrou uma História da infância, que ainda está viva: os bastidores da batalha pelos recursos naturais brasileiros.
Seguem trechos da entrevista — e o vídeo com a íntegra.
Sobre o futuro que não veio Aurélio Michelis: Eu tenho saudade daquilo que não foi.
Do futuro que não aconteceu.
Uma vez saiu no Jornal de Manaus uma notícia de que jorrava petróleo à flor da terra em Nova Olinda do Norte, que é um município que tem no Amazonas que hoje se chama Coari.
É onde hoje tem a maior reserva de gás da Petrobras.
Quando eu era criança, as pessoas recolhiam o óleo que brotava e o colocavam na lamparina.
Você lembra da lamparina? Você conheceu? Aquele espécie de fio que você colocava o combustível, tinha uma ponta que saía um algodão e se iluminava, antes de ter energia elétrica.
Saiu nessa matéria, falava que apesar de o petróleo jorrar, técnicos norte-americanos que vieram avaliar, consideraram que não era comerciável o petróleo.
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