Às vésperas da campanha, Lula usa dados da RAIS para fazer balanço de emprego em seu governo
A três dias do início do período de campanha eleitoral, o presidente Lula (PT) participou nesta quinta-feira (13/8), pela primeira vez, da apresentação dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).
Na cerimônia, realizada no Ministério do Trabalho ( MTE ), foi feito um balanço da geração de empregos desde janeiro de 2023, início do terceiro mandato do presidente, e junho deste ano.
O governo destacou o crescimento de 10,1 milhões no estoque de vínculos formais durante o período.
O total passou de 52,79 milhões para 62,89 milhões, uma expansão de 19,1%.
Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas Em declaração após a apresentação dos números, Lula incorporou o dado ao balanço político de seus governos.
Disse que, somados aos cerca de 22 milhões de empregos que atribuiu aos seus dois primeiros mandatos, o resultado levaria a aproximadamente 32 milhões o número acumulado.
“Eu tenho que somar os 22 milhões criados no mandato anterior aos 10 milhões agora.
Nós vamos para 32 milhões”, afirmou.
Durante o período, mais da metade do crescimento apresentado pelo governo ocorreu entre vínculos classificados como de agentes públicos.
Os números saíram de aproximadamente 5,1 milhões para 14,3 milhões.
Entre trabalhadores celetistas e temporários, o estoque aumentou em cerca de 4,75 milhões desde janeiro de 2023 – de 43,4 milhões para 48,15 milhões.
O contraste aparece também nos números mais recentes.
De dezembro de 2025 a junho deste ano, o estoque de celetistas e temporários cresceu cerca de 920 mil, enquanto o de agentes públicos avançou 1,51 milhão.
No Novo Caged , que mede admissões e desligamentos do emprego celetista, o saldo do primeiro semestre foi de 921,6 mil postos – número divulgado pelo MTE no fim de julho.
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