Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes em audiência em Nova York sobre acusação de torturar adversários
Perfil de Nicolás Maduro publica fotos do ex-presidente da Venezuela na prisão Reprodução O presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, voltaram a um tribunal em Nova York, Estados Unidos nesta quinta-feira (15).
Eles participam de audipara responder a uma nova acusação de conspirar para torturar adversários políticos, feita pelo governo Trump na semana passada. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As acusações adicionais, apresentadas na quinta-feira passada, ampliaram significativamente o processo criminal dos Estados Unidos contra Maduro, de 63 anos, e Flores, de 70.
Anteriormente, os dois se declararam inocentes das acusações de que abusaram do poder para ajudar traficantes de drogas a transportar cocaína.
Seus advogados afirmaram que eles também negam as acusações de tortura.
Maduro e Flores, capturados pelos militares americanos em uma operação realizada em janeiro por ordem do presidente Donald Trump e levados para Nova York, devem ser questionados sobre como se declaram em relação às acusações de tortura durante uma audiência de instrução marcada para as 12h no horário de Brasília, perante o juiz federal Alvin Hellerstein, no tribunal federal de Manhattan.
Promotores do gabinete do procurador dos Estados Unidos em Manhattan afirmam que Maduro ordenou que autoridades torturassem políticos da oposição e militares acusados de conspirar contra ele, com o objetivo de se manter no poder no país sul-americano.
Agora no g1 Em um dos episódios descritos na denúncia, Maduro teria ordenado, em 2014, que autoridades sequestrassem militares para obter informações sobre possíveis dissidentes.
Quando alguns deles continuaram a resistir, ele teria dito aos agentes que deveriam “apertá-los com mais força”.
Segundo a denúncia, Flores concordou com o plano durante a reunião e rejeitou uma proposta alternativa de obter informações por meio da infiltração nas fileiras dos possíveis dissidentes.
Maduro e Flores não são acusados de terem praticado pessoalmente qualquer ato de tortura.
O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027.
Caso sejam condenados por todas as acusações, cada um enfrentará uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.
Policiais em frente a tribunal em Nova York, nos EUA, onde Nicolás Maduro e Cilia Flores farão aparição para audiência em 15 de outubro de 2026.
REUTERS/Eduardo Munoz As relações entre Maduro, um socialista, e os Estados Unidos foram tensas durante os 13 anos em que ele esteve no poder à frente do país, rico em petróleo.
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