Ouro dispara ao maior nível em três meses; por que o preço está subindo?
O ouro sobe forte nesta segunda-feira (24) e alcança o maior nível em mais de três meses, apoiado pela fraqueza do dólar e pela expectativa dos investidores em relação aos próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Lá fora, o metal precioso avançava 0,7%, a US$ 4.635,25 por onça, no maior nível desde 15 de maio.
A alta ocorre depois de o ouro ter avançado mais de 5% na semana passada.
A pressão sobre o dólar após o anúncio de um plano de recompra de títulos pelo Departamento do Tesouro americano ajudou a aumentar a atratividade do metal, cotado na moeda americana, para investidores de outros países.
"O dólar continua sendo um fator importante para o ouro.
A consolidação dos preços acima de US$ 4.600 dependerá, em grande parte, da manutenção da pressão sobre a moeda americana e do movimento dos juros dos Treasuries", afirmou Ricardo Evangelista, analista sênior da ActivTrades.
Inflação e juros nos EUA O mercado agora se prepara para a divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) de julho, na quarta-feira (26).
O indicador é uma das principais referências utilizadas pelo Fed para medir a inflação.
Já na sexta-feira (28), a atenção se volta para o simpósio anual de Jackson Hole, onde o presidente do Fed, Kevin Warsh, fará um discurso.
Os investidores esperam encontrar pistas sobre a trajetória dos juros americanos.
Segundo a ferramenta FedWatch, da CME, os mercados atribuem atualmente uma probabilidade de 36% de uma alta dos juros em setembro.
A chance de manutenção das taxas é de 64%.
Juros mais altos tendem a prejudicar o ouro porque o metal não oferece rendimento.
Por outro lado, um ambiente de juros mais baixos e dólar enfraquecido costuma favorecer a demanda pela commodity.
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