Bruno Soller na Crusoé: A nova face feminina do neo-thatcherismo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Durante muito tempo, Margaret Thatcher pareceu uma exceção. Mulher, conservadora e dura em um ambiente político ainda absolutamente masculino, a primeira-ministra britânica construiu uma imagem tão particular que acabou transformada em uma categoria própria.
A Dama de Ferro não precisava apenas governar, precisava demonstrar, permanentemente, que tinha força suficiente para ocupar um espaço que, até então, parecia reservado aos homens.
Quase quatro décadas depois de sua saída de Downing Street, talvez Thatcher tenha deixado de ser uma exceção.
Uma nova geração de mulheres começa a ocupar espaços centrais de poder ao redor do mundo e, curiosamente, muitas delas apresentam características que lembram mais a antiga primeira-ministra britânica do que o estereótipo construído nas últimas décadas sobre a participação feminina na política.
Giorgia Meloni, na Itália; Sanae Takaichi, no Japão; Keiko Fujimori, recém-eleita no Peru.
Em geografias, culturas e sistemas políticos completamente diferentes, três mulheres de direita alcançaram posições de protagonismo sem recorrer à tentativa de suavizar seus discursos para adequá-los a uma suposta expectativa sobre como uma mulher deveria se comportar na política .
Talvez esteja aí a primeira característica do que podemos chamar de Neo-Thatcherismo.
O novo fenômeno está menos relacionado ao liberalismo econômico e muito mais a uma determinada concepção sobre autoridade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.