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Medicamentos em comprimido são nova aposta para tratar a obesidade

Metrópoles ·
Medicamentos em comprimido são nova aposta para tratar a obesidade

O avanço na pesquisa de tratamentos para a obesidade e o diabetes tipo 2 passa por uma transição focada na diversificação de terapias.

A nova geração de medicamentos inclui opções em comprimidos, além das tradicionais canetas emagrecedoras , buscando trazer mais praticidade para o dia a dia dos pacientes.

Duas grandes apostas são o orforglipron, da Eli Lilly, e o elecoflipron, da AstraZeneca.

O primeiro foi aprovado este ano nos Estados Unidos , e espera autorização da Anvisa.

A aprovação norte-americana foi baseada em um estudo clínico com mais de 3 mil adultos com obesidade.

Após cerca de 16 meses de acompanhamento, os participantes que receberam a dose mais alta do medicamento apresentaram perda média de 11,2% do peso corporal.

No caso do elecoglipron , um comprimido de uso diário que atua sobre o receptor de GLP-1, o medicamento apresentou resultados positivos em estudos clínicos de fase 2b e avança para a fase 3 de desenvolvimento.

De acordo com o diretor executivo de assuntos médicos da Eli Lilly, Luiz André Magno, o orforglipron também passa por testes em outras frentes de saúde metabólica, como hipertensão e síndrome dos ovários policísticos.

Ele relata ainda que um estudo divulgado em junho de 2026 evidencia que o medicamento também apresentou perda de peso significativa em todas as fases da menopausa.

“Dados clínicos recentes em mulheres no período de peri e pós-menopausa registraram perda média de peso de 14% com o uso da medicação oral”, explica, em entrevista concedida ao Metrópoles durante o 37º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia (CBEM 2026), que acontece no Rio de Janeiro.

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Entre as novidades para o futuro do tratamento da obesidade está a retatrutida , medicamento da classe das incretinas que atua simultaneamente sobre três receptores: GLP-1, GIP e glucagon — hormônios essenciais na regulação metabólica.

A retatrutida está em estudos de fase 3 com duração aproximada de 72 semanas.

Nesse período, o medicamento registrou perda média de peso de 28%, sendo que mais de 60% dos participantes alcançaram redução superior a 30%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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