A grande preocupação para os candidatos à Presidência, segundo diretor do Paraná Pesquisas
A possibilidade de que diversos estados decidam a eleição para governador já no primeiro turno pode alterar a dinâmica da corrida presidencial, segundo avaliação de Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, no programa VEJA em Foco , apresentado por Marcela Rahal.
Para o especialista, a ausência de uma disputa estadual em segundo turno tende a esfriar a mobilização política e aumentar a abstenção, um fator que pode ter peso na eleição nacional. (este texto é um resumo do vídeo acima) A avaliação surgiu durante a análise de uma pesquisa do Paraná Pesquisas sobre a disputa pelo governo da Bahia.
O levantamento citado no programa aponta o ex-prefeito de Salvador ACM Neto à frente no primeiro turno, com 48,6% das intenções de voto, contra 40,1% do governador Jerônimo Rodrigues.
Em um eventual segundo turno, ACM Neto também aparece na liderança, com 49,3%, ante 41% de Jerônimo Rodrigues.
Por que uma eleição estadual resolvida no primeiro turno pode mudar o cenário nacional? Para Hidalgo, a própria configuração da disputa baiana indica que é pouco provável a realização de um segundo turno no estado.
“O mais importante dizer que a eleição na Bahia tende a terminar no primeiro turno”, afirmou o diretor do Paraná Pesquisas a Marcela Rahal.
Segundo ele, a vantagem apresentada pelo levantamento torna mais provável uma definição antecipada.
A análise, porém, não se limita à Bahia.
Durante a conversa, Marcela Rahal lembrou que São Paulo também apresenta a possibilidade de uma eleição decidida no primeiro turno, diante da vantagem do governador Tarcísio de Freitas nas pesquisas mencionadas no programa.
Hidalgo ampliou o diagnóstico para outros estados e afirmou acreditar que Bahia, São Paulo, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Piauí e Santa Catarina podem não ter segundo turno para governador.
Continua após a publicidade O que acontece com a campanha presidencial quando a disputa estadual acaba? Na avaliação de Hidalgo, a eleição para governador tem papel importante na mobilização política e na movimentação das campanhas nacionais.
“Quem dá vida à campanha são os candidatos ao governo”, disse o diretor do Paraná Pesquisas.
Por isso, uma série de eleições estaduais resolvidas já no primeiro turno poderia deixar a disputa presidencial em um ambiente diferente do habitual.
O efeito mais direto apontado pelo especialista é sobre o comparecimento às urnas.
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