Zema pagou R$ 200 a apoiadores em ato onde atacou a CLT, diz motoboy
Uma acusação de pagamento de R$ 200 a participantes de uma agenda eleitoral de Romeu Zema (Novo) provocou confusão nesta quinta-feira (20), em São Paulo.
A denúncia foi feita por um motoboy durante encontro do candidato à Presidência com cerca de 20 entregadores na região da Consolação.
Enquanto filmava a cena, o trabalhador chamou integrantes do grupo de “falsos entregadores” e afirmou que eles estariam recebendo R$ 200 para “mostrar a cara” no encontro com Zema.
A acusação irritou os participantes.
Quatro deles foram em direção ao homem e um chegou a empurrá-lo.
Seguranças de Zema intervieram e retiraram o motoboy do local.
O candidato não comentou a confusão e continuou conversando com o grupo.
A campanha de Zema negou qualquer pagamento.
Em nota, afirmou que “é mentira” o teor da acusação e disse que o homem chegou alterado e tentou atrapalhar a conversa.
Segundo a assessoria, os motoboys reagiram por se sentirem injustiçados.
Depois do tumulto, Zema ouviu reclamações sobre os baixos valores pagos pelas plataformas.
Os trabalhadores defenderam que a remuneração por entrega, hoje em torno de R$ 7 , passe para R$ 10 , além de cobrarem melhores condições de segurança.
O candidato prometeu defender uma tarifa mínima por corrida , mas não apresentou valor.
Também falou em seguro de vida e saúde e em algum modelo de proteção para trabalhadores afastados depois de acidentes.
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