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FairSquare exige que Fifa impeça candidatura de Infantino, que balança entre apoios e oposições

Máquina do Esporte ·

O grupo de direitos humanos FairSquare enviou carta ao Comitê de Governança da Fifa pedindo que Gianni Infantino seja impedido de concorrer novamente à presidência da entidade.

A ONG argumenta que os estatutos da Fifa limitam o cargo a três mandatos e que a interpretação usada por Infantino, que desconsidera o período entre 2016 e 2019, permitiria que ele permanecesse no poder até 2031.

Miguel Maduro, ex-chefe do Comitê Independente de Governança e Revisão da Fifa e colaborador da FairSquare, argumenta que “uma interpretação que considerasse apenas mandatos de quatro anos tornaria, de facto, a regra sobre limites de mandato ineficaz”.

Perdas A pressão sobre Infantino aumentou após o fracasso do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de participações da Copa do Mundo para fundos de private equity ligados à família do presidente norte-americano Donald Trump.

A proposta foi abandonada, mas gerou forte reação de confederações e federações nacionais.

Hoje, Infantino enfrenta oposição mais forte de Uefa, Concacaf e AFC (Confederação Asiática de Futebol), que assinaram nota conjunta contra o dirigente.

Entre os países que já se posicionaram contra a reeleição de Infantino estão Albânia, Alemanha, Croácia, Dinamarca, Escócia, Finlândia, Grécia, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Israel, Noruega, Nova Zelândia, País de Gales, Sérvia e Suécia.

Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, deixou a entidade após criticar o projeto .

A demissão foi considerada “inaceitável” por Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa de Futebol.

“É uma gestão baseada no medo”, definiu a dirigente.

E ganhos Banido na Europa, seu continente de origem, Infantino coleciona apoios importantes.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Conmebol mantêm aval ao dirigente, assim como a maioria dos membros da Oceania, com exceção do principal deles, a Nova Zelândia.

O México também rompeu com a posição da Concacaf e declarou apoio ao presidente.

No último domingo (16), Infantino fez questão de comparecer à final da Copa Africana de Nações Feminina, em Rabat, no Marrocos.

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