Por que os médicos gostam tanto da série 'The Pitt'
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É uma cena familiar: uma sala de espera lotada, macas nos corredores, médicos e enfermeiros estressados. Mas esta não é um pronto-socorro típico. É um cenário de Hollywood com atores recriando o drama de uma unidade de emergência para a série de TV " The Pitt ".
"Finalmente nos sentimos valorizados por tudo o que passamos todos os dias", diz Tony Cirillo, presidente da associação médica American College of Emergency Physicians.
Nesta segunda-feira (14/9), "The Pitt" pode se tornar a série mais premiada deste ano no Emmy, a mais cobiçada premiação da televisão americana , com 25 indicações.
Médicos e outros profissionais da área dizem que, para eles, este é o drama médico mais realista já feito até agora.
A série retrata a vida e o trabalho da equipe do Centro Médico de Trauma de Pittsburgh, com cada episódio representando uma hora do dia e cada temporada contendo 15 episódios.
Um tema constante em cada episódio é o barulho, o ritmo frenético das atividades e as constantes exigências sobre a equipe, que parece nunca ter um momento de descanso. Procedimentos complexos e intervenções para salvar vidas são mostrados em detalhes gráficos e, muitas vezes, cheios de sangue.
O personagem principal, o doutor Michael Robinavitch, conhecido como Dr. Robby, é um médico de pronto-socorro experiente e implacável.
Interpretado por Noah Wyle, que anteriormente fez parte do elenco do drama médico " Plantão Médico ", exibido em meados da década de 90, ele é produtor executivo e também integra a equipe de roteiristas, que inclui médicos qualificados.
Wyle foi convidado a participar de um debate em uma conferência de prestígio com mais de 6 mil especialistas em medicina de emergência na plateia.
"As pessoas vinham até ele e, ao contrário de atores e atletas que dizem que ele é incrível ou que amam o seu trabalho, as pessoas simplesmente lhe diziam obrigado", diz Cirillo.
"'The Pitt' é mais do que apenas um bom programa de TV —o termo que eu uso é 'validação'."
Uma filha estressada, cuidando da mãe doente, a deixa no pronto-socorro e depois não é encontrada. Há conversas angustiantes com pais desesperados para que seus filhos sobrevivam, apesar dos médicos afirmarem que não há esperança.
As desigualdades na área da saúde são evidenciadas, com alguns pacientes enfrentando dificuldades para arcar com os custos exigidos pelo sistema de saúde dos EUA .
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