ONS aciona plano emergencial para conter excedente de energia
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) confirmou neste domingo (23) o acionamento do Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição.
A medida busca preservar o equilíbrio do SIN (Sistema Interligado Nacional), evitando a sobrecarga da rede e o risco de desligamento automático de equipamentos.
O operador havia comunicado previamente as distribuidoras para que se preparassem para reduzir a geração dos ativos sob sua responsabilidade.
Isso ocorre porque o ONS não possui controle direto sobre essas fontes conectadas às redes de distribuição.
Além disso, o operador adotou medidas complementares para reduzir a produção de usinas que estão sob seu controle no SIN.
O objetivo é evitar um excesso de oferta que possa comprometer a segurança da operação do sistema.
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O Plano de Gestão de Excedentes é utilizado quando, mesmo após a redução da geração sob responsabilidade do ONS, ainda existe produção de energia nas redes de distribuição que precisa ser diminuída para compatibilizar geração e consumo.
A situação é particularmente relevante aos domingos e feriados, quando a demanda por eletricidade costuma ser menor.
Ao mesmo tempo, a geração solar distribuída permanece elevada durante o período diurno, reduzindo a chamada carga líquida, a demanda que precisa ser atendida pela geração controlada pelo sistema.
Estudos do próprio ONS apontam que a expansão acelerada da geração, sobretudo da solar fotovoltaica , tem alterado o perfil de consumo do país e aumentado os desafios para a operação do SIN.
A entidade destaca que a capacidade instalada de micro e minigeração distribuída já supera 43 GW e que, em determinados períodos do dia, a geração pode produzir excedentes relevantes em relação à demanda.
Aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 2025, o plano foi desenvolvido justamente para situações emergenciais em que não é mais possível reduzir suficientemente a geração centralizada.
Segundo o ONS, a medida deve ser utilizada como último recurso, depois de esgotadas as demais alternativas operativas disponíveis.
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