Entenda o que é o split payment, alvo de Flávio e defendido por governo Lula
O split payment, mecanismo da Reforma Tributária que separa automaticamente o imposto no momento em que uma compra é paga, virou tema da disputa presidencial.
Na quinta-feira, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) defendeu acabar com o sistema .
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reagiu: para ele, ser contra “um avanço como esse é favorecer quem frauda”.
O segundo turno entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será em 25 de outubro.
Entenda o que está em jogo.
O que é o split payment? É uma nova forma de recolher os tributos sobre o consumo criados pela reforma: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios.
Em vez de a empresa receber o valor integral da venda e pagar o imposto depois, em guia mensal, a parcela do tributo é separada no momento do pagamento e enviada direto à Receita Federal e ao Comitê Gestor do IBS.
O nome vem do inglês e significa “pagamento dividido”.
O mecanismo está previsto na Emenda Constitucional que criou o IVA dual e foi regulamentado pela Lei Complementar que regulamentou a reforma.
Como funciona na prática? A divisão é feita por bancos, credenciadoras de cartão e demais instituições de pagamento, que vinculam a transação à nota fiscal eletrônica da operação.
Numa venda hipotética de R$ 100 em que R$ 25 correspondam aos novos tributos, hoje o vendedor recebe os R$ 100 e recolhe os R$ 25 depois.
Com o split, recebe R$ 75, e os R$ 25 seguem direto para o Fisco.
Leia também AtlasIntel: Flávio abre 5,4 pontos sobre Lula no 2º turno e vai a 51% dos votos Senador aparece com 51,1%, contra 45,7% do presidente; nos votos válidos, diferença chega a 5,6 pontos Reforma da Previdência em 2027? Veja se é hora de antecipar o pedido de aposentadoria Possibilidade de nova mudança nas regras previdenciárias entra no radar, mas especialistas fazem alertas sobre pedir o benefício às pressas Na prática, o valor retido pode ser menor.
Segundo o Ministério da Fazenda, o sistema retém apenas o saldo do imposto devido que não tiver sido compensado com créditos ou já pago pelo fornecedor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.