O que os clubes esperam de um Brasileirão com menos estrangeiros em campo?
A medida que aprovou a redução gradual no limite máximo de estrangeiros no Brasileirão gerou repercussão e opiniões divergentes nos principais clubes do país. O UOL entrou em contato para entender o posicionamento das equipes que seriam mais afetadas, neste momento, diante da nova mudança — que permitirá um máximo de oito atletas gringos por partida.
Palmeiras. Apoia a redução de estrangeiros — mesmo contando com oito no elenco — e acredita que a medida vai estimular o investimento de outros clubes na formação de atletas.
Flamengo. Acredita que a medida vai enfraquecer o campeonato e, ao lado do Bahia, votou contra. O principal argumento do Rubro-Negro é que as principais ligas do mundo não possuem limitação de estrangeiros. Outro ponto que o Fla defende é que os principais jogadores brasileiros atuam no exterior e, por isso, os atletas de fora do país faziam com que o Brasileirão tivesse um nível elevado.
Corinthians. É favorável à iniciativa por ter o entendimento de que o futebol brasileiro, nos moldes atuais, tem impedido o surgimento de novos talentos devido ao alto número de atletas de fora do país.
Santos. Concorda com a diminuição gradual dos estrangeiros por confiar no trabalho de formação de atletas e acredita que conseguirá revelar ainda mais jovens após a medida.
Botafogo. Entende que o mercado vai inflacionar em um primeiro momento com os jogadores brasileiros ficando mais valorizados, mas o "boom" deve se autorregular com o tempo.
Grêmio. Acredita que a medida amplia as oportunidades e o aproveitamento dos jogadores da base no profissional. O Imortal também entende como válida a tentativa para fortalecer a formação de atletas no país.
São Paulo e Vasco não se pronunciaram sobre o tema. Já o Athletico afirmou ser apenas favorável à decisão.
A medida que derruba o limite de nove para oito estrangeiros já em 2027 foi tomada para frear o aumento de gringos no Brasileirão nos últimos anos. Em 2014, o limite passou de três para cinco; em 2023, de cinco para sete, e no ano seguinte, veio a mudança mais recente: de sete para nove. A CBF verificou que a atitude está reduzindo a minutagem de jogadores brasileiros com menos de 23 anos.
A redução será gradual: na edição de 2028, o número máximo será de sete atletas, passando para seis no ano seguinte e, finalmente, cinco a partir de 2030.
Cinco clubes da elite nacional já estouram os atuais limites: Athletico (11), Botafogo (11), Vasco (11), Flamengo (10) e Grêmio (10). Todos eles, portanto, já precisam cortar atletas de outras nacionalidades de seus compromissos na temporada.
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