Médico e estudante de Medicina são suspeitos de ataque a tiros contra professora
Desentendimentos acadêmicos na Universidade de Gurupi (UnirG) são a principal linha de investigação sobre a motivação do ataque a tiros contra a casa e a clínica de uma professora universitária, no sul do Tocantins. A suspeita é de que o crime esteja relacionado à reprovação de um dos investigados em disciplinas ministradas pela docente.
A Justiça decretou a prisão preventiva do médico José Aristides Campelo Cabral, de 35 anos, e do irmão dele, Pedro Campelo Cabral, de 37, estudante de Medicina. Segundo a investigação, Pedro teria sido reprovado em disciplinas da professora e corria o risco de uma nova reprovação no semestre atual.
O ataque aconteceu por volta das 1h50 de quarta-feira (14), no setor Jardim Parque Primavera, em Gurupi. Mais de 20 disparos atingiram muros, portões, portas e janelas de vidro dos imóveis. Os filhos da professora estavam dentro da residência no momento dos tiros, mas ninguém ficou ferido.
A ocorrência foi registrada como tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo em via pública, dano qualificado, porte ilegal de arma de fogo e resistência à prisão.
A professora também solicitou medidas protetivas de urgência contra os dois irmãos.
A possível relação entre o ataque e os conflitos acadêmicos é a principal hipótese investigada pela Polícia Civil. A motivação, no entanto, ainda depende da apuração dos fatos e da confirmação das circunstâncias do crime.
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