Datafolha e salame fatiado. Caiu a ficha do PT? E Mendonça X Schopenhauer
HISTERIA ANTI-STF ESTÁ NA IMPRENSA, NÃO NO ELEITORADO Nada aconteceu nos números do Datafolha.
Lula segue com 46%, e Flávio, com 44% em simulação de segundo turno.
Outros institutos apontam a mesma coisa, com pequenas variações.
Quem gosta de inventar teorias nas quais vira especialista fatia o eleitorado como rodelas de salame para “analisar” cada uma, fazer predições, vender imprecisões… “Ah, Lula perdeu X pontos percentuais no eleitorado não polarizado de centro que prefere sorvete de uva, é palmeirense e gosta do Bolero de Ravel…” Que coisa cacete! O dito “escândalo do Supremo” interessa muito à rodela de certa imprensa, mas, parece, nem tanto aos eleitores — mesmo aos “não polarizados de centro-esquerda que escolhem sorvete de coco queimado, são torcedores do Corinthians e odeiam o Bolero de Ravel” .
Ah, sim: “Você é contrário (a, e…) ou favorável a que se punam os homens maus?” Somos todos a favor, é claro! Quem vai se opor ao bem, ao belo e ao justo? A falsa “maior crise da história do tribunal” — como sou adversário de ditaduras, continuo a achar que ela se deu em 1969, quando o AI-5 cassou três ministros e outros dois se demitiram em solidariedade — não moveu o eleitorado.
O que tirou a vantagem mais folgada que tinha Lula foram os vazamentos contra Lulinha, oriundos dos casos sob a relatoria de André Mendonça. * STF NÃO PRECISOU NEM DO GOVERNO NEM DO PT Mendonça, diga-se, eis um segredo de Polichinelo, virou um “fator eleitoral”.
Parece, vamos ver, que o PT acordou para o debate.
Entrar na onda da hostilização ao Supremo corresponde a se deixar sequestrar pelo discurso do adversário.
Flávio havia lançado o mote “Votar em Lula é votar em Alexandre” .
Ontem, Lula se saiu com outra: “Votar em Flávio é votar em Vorcaro”.
Como resta evidente, a sessão do STF não contou, nem havia como, com a ajuda do Planalto.
Inexiste veículo de imprensa que não tenha noticiado que a expectativa por lá era a de que se abriria um processo contra Moraes, embora isso nem estivesse na pauta distribuída por Edson Fachin.
O embate se deu no seio da própria Casa.
O problema, e até os bolsonaristas sabem disto, é que um lado atuou de acordo com as regras do jogo — as leis e o Regimento Interno —, e o outro, encarnado por Edson Fachin, achou que poderia vencer com a força dos editoriais à moda Rainha de Copas, de Alice: “Cortem-lhe a cabeça”.
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