VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
O Vinci Shopping Centers ( VISC11 ) passa por um intenso processo de reciclagem de portfólio .
Só nos últimos dois meses, o fundo imobiliário vendeu 14 dos 32 ativos que detinha.
Porém, Rodrigo Coelho , sócio da Vinci Compass e co-head de Real Estate da gestora, ressalta que a estratégia não é apenas um giro na carteira.
Segundo o executivo, a principal motivação foi gerar uma 'gordurinha' no caixa do FII, que até julho contava com R$ 150 milhões.
Esse valor permite que o VISC11 tenha recursos para cobrir despesas.
"Gostamos de manter no caixa do fundo recursos suficientes para cobrir 24 meses de todas as obrigações futuras", contou Coelho, em entrevista ao Seu Dinheiro .
A postura mais conservadora da gestão em relação ao caixa ajuda a controlar a alavancagem , mas também deixa o FII preparado para aproveitar boas oportunidades.
Em um cenário de capital mais restrito no mercado, ter recursos disponíveis dá ao VISC11 uma vantagem na hora de adquirir novos ativos.
Como boa parte dos concorrentes estão apostando em aquisições com pagamento em cotas, pagar com caixa é um diferencial.
Foi exatamente isso que aconteceu com a aquisição do Midway Mall , localizado em Natal ( RN ), e do BH Shopping , em Belo Horizonte ( MG ).
"Aproveitamos um momento em que não tinha compradores no mercado.
O Vinci Shopping Centers estava com caixa, então fizemos a transação", afirmou o executivo.
Rodrigo Coelho, sócio da Vinci Compass e co-head de Real Estate da gestora.
Imagem: Divulgação.
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