Dívida de US$ 40 tri, juro imobiliário em alta e disparada do diesel pressionam Donald Trump
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Quase dois anos depois de Donald Trump vencer a eleição com a promessa de reduzir drasticamente os preços e sanear as contas públicas dos Estados Unidos , sua guerra contra o Irã e seus cortes de impostos produziram um resultado diferente: dívida recorde , disparada dos custos dos combustíveis e taxas hipotecárias elevadas.
Na terça-feira (18), investidores levaram os rendimentos dos títulos da dívida americana de longo prazo ao maior nível em 19 anos, em meio à preocupação com o peso do endividamento público e as consequências inflacionárias da guerra.
Um dia depois, o secretário do Tesouro de Trump, Scott Bessent, apressou-se em acalmar os mercados, anunciando um programa para "pelo menos dobrar" as compras de títulos de longo prazo e prometendo divulgar em breve medidas para enfrentar o déficit.
A mais recente intervenção no mercado pouco fez para reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro e derrubou o dólar.
Bessent insistiu na quinta-feira que os mercados haviam "se precipitado". Trump afirma que a economia está "em plena expansão", como demonstrariam as máximas do mercado de ações.
"As diatribes do presidente e os esforços de seu governo para intervir nos mercados de câmbio e de títulos têm um ar de desespero, o que só piora a situação e leva o sentimento do mercado a uma direção ainda mais desfavorável", afirmou Eswar Prasad, professor de economia da Universidade Cornell.
A turbulência nos mercados ressalta o risco de a agenda econômica de Trump se desfazer justamente quando as eleições de meio de mandato de novembro se aproximam . Pesquisas mostram os democratas à frente dos republicanos na avaliação sobre a condução da economia.
A dívida pública atingiu o recorde de US$ 40 trilhões nesta semana , com o endividamento crescendo no ritmo mais acelerado fora do período da pandemia, à medida que os gastos federais superam as receitas.
O déficit caiu apenas ligeiramente no ano fiscal de 2025, para 5,8% do PIB, ante 6,4% em 2024. As projeções indicam que os cortes de impostos de Trump aumentarão substancialmente os déficits nos próximos anos, apesar das reduções em programas da rede de proteção social, incluindo a cobertura de saúde do Medicaid e a assistência alimentar aos americanos pobres.
"Continuamos gastando mais do que arrecadamos, e as demandas por gastos são ainda maiores com a guerra", disse Diane Swonk, economista-chefe da KPMG nos Estados Unidos.
Bessent, que prometeu reduzir o déficit para 3% até o fim do segundo mandato de Trump, insistiu na quinta-feira que havia uma "chance muito, muito boa" de que o déficit já tivesse atingido o pico. Segundo ele, o crescimento econômico e as futuras receitas tarifárias elevariam a arrecadação.
Michael Strain, diretor de estudos de política econômica do American Enterprise Institute, um centro de estudos de direita, afirmou que a redução do déficit exigiria escolhas políticas difíceis para Trump, incluindo cortes no Medicare e na Previdência Social.
"Espero que o que o secretário Bessent está dizendo seja verdade", disse Strain.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.