Camp Rock 3 – Crítica: Filme acerta ao apostar em novos talentos, mas sofre com o tempo limitado
Depois de muitos anos, Camp Rock está de volta.
Em vez de repetir a fórmula dos filmes estrelados por Demi Lovato e Jonas Brothers, a nova produção decide seguir outro caminho.
Camp Rock 3 apresenta uma geração inédita de jovens artistas e usa a presença de Connect 3 apenas como ponto de partida para uma história que pertence aos novos protagonistas.
A trama acompanha um grupo de adolescentes que disputa a chance de abrir a turnê de reunião da banda Connect 3.
Entre apresentações, rivalidades e amizades, o filme também explora conflitos familiares e o sonho de viver da música.
A ideia funciona, mas rapidamente fica claro que o projeto tem ambições maiores do que seus 90 minutos conseguem comportar.
Novos protagonistas roubam a cena O maior acerto de Camp Rock 3 é entender que o público precisa conhecer novos personagens.
Liamani Segura lidera o elenco como Sage, uma cantora talentosa que chega ao acampamento tentando reconstruir sua relação com o irmão, Desi, vivido por Hudson Stone.
Os dois entregam as atuações mais fortes do filme e fazem com que o conflito familiar tenha tanto peso quanto a competição musical.
Lumi Pollack, Malachi Burton e Casey Trotter também encontram espaço para desenvolver personalidades diferentes entre si, fugindo dos estereótipos comuns desse tipo de produção.
Ainda que alguns personagens recebam menos atenção do que mereciam, o elenco demonstra carisma suficiente para sustentar o filme.
Os Jonas Brothers e Demi Lovato aparecem de forma discreta, decisão que beneficia a narrativa.
Em vez de transformar a continuação em uma sequência nostálgica, o roteiro prefere passar o bastão para uma nova geração sem apagar a importância dos personagens clássicos.
Música convence, mas ritmo deixa a desejar As novas canções cumprem bem seu papel e ajudam a definir a personalidade dos protagonistas.
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