Por que títulos prefixados se valorizam mais que pós-fixados na queda de juros?
Por que títulos prefixados se valorizam mais que pós-fixados na queda de juros? O mercado de renda fixa oferece diferentes maneiras de se posicionar diante das mudanças na taxa de juros.
Enquanto os investimentos pós-fixados acompanham mais diretamente o nível atual da Selic, os prefixados podem se beneficiar de outro movimento: a mudança nas expectativas do mercado para os juros futuros .
Essa diferença ganha importância em momentos em que os investidores começam a projetar uma trajetória de queda das taxas.
É também nesse cenário que entram ETFs como o IRFM11 , o IDKA11 e o 5PRE11 , da Itaú Asset , que oferecem diferentes níveis de exposição a títulos públicos prefixados .
O que acontece com o prefixado quando os juros mudam? Um título prefixado tem uma taxa definida no momento da compra.
Imagine, por exemplo, um papel que remunere 14% ao ano.
Se, algum tempo depois, o mercado passa a negociar títulos semelhantes a 12%, aquele papel antigo, que continua pagando 14%, se torna mais atrativo.
Para que o preço do título se ajuste às novas condições de mercado, ele tende a se valorizar.
Esse movimento é a chamada marcação a mercado .
É diferente do que acontece com um investimento pós-fixado, como um título que acompanha a Selic.
Quando os juros básicos caem, a remuneração futura desse investimento também diminui.
O investidor continua recebendo juros, mas não tem o mesmo potencial de valorização decorrente da queda das taxas de mercado.
Por isso, em um cenário de redução dos juros, os prefixados podem entregar dois componentes de retorno: a remuneração dos títulos e a valorização dos papéis provocada pela queda das taxas.
Quanto maior o prazo, maior a sensibilidade Mas nem todo prefixado reage da mesma maneira.
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